Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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A Batalha

July 03, 2009 By: Mytho Category: Cronica

(…continuação…)

Tzumi arregalou os olhos e murmurou algo religioso, juntamente com “onde eu fui me meter” e alguns palavrões pelo meio.

- Quero travar em quatro alvos de cada vez. Aproximem-se para 5 Km de distância daquelas fragatinhas. Acredito que elas estejam utilizando um jammer de comunicações que impediu o Dark de nos chamar. Os drones de batalha estão prontos?
- Sim senhor!
- Quando estivermos a 15 Km dos alvos, podem soltar os cachorros em cima deles. Quero as torres híbridas de 1 a 5 focadas em um alvo de cada vez. Carreguem com munição anti-matéria e iniciem os disparos a 10 Km. Para cada tiro errado eu pessoalmente arrancarei um testículo de um tripulante ao acaso.

Os novatos dessa vez não riram.
As naves inimigas estavam tão empolgadas tentando destruir a possante battleship de Dark Holl, que quando se aperceberam da chegada de uma nave nova, já era tarde. A Iron Fist chegou acompanhada dos 5 drones, destruidores e muito velozes. As 5 primeiras naves foram destruídas em questão de poucos minutos, e finalmente conseguiu se ouvir na ponte a voz de Dark Holl:

- Por esta é que eu não esperava, miúdo! Tens mais tomates do que juízo, para bem da minha saúde! Estes patifes estavam a sabotar as minhas comunicações e também deixaram-me electrónicamente cego! Não consigo fixar nenhum alvo, e portanto não consigo disparar mísseis e torpedos. Alguma idéia?
- Enquanto eles não me atacarem, estamos bem. Seu escudo aguenta?
- Estou a 30%, mas o nível de recarga está conseguindo manter tudo no lugar. Um fogo aqui, uma fumacinha ali, nada de muito preocupante.
- Você ainda tem aquele sistema de marcação de alvos por laser?
- Boa! Eu vou marcar os alvos que estão interferindo com meu sistema de alvos e você cuida deles!
- Mostre-me o caminho para as índias, companheiro…
- Engraçadinho…

- Muito bem, pessoal! O Dark vai começar a marcar as naves que estão cegando os sistemas de aquisição de alvos com laser. Eu quero focar drones e torres híbridas em um de cada vez. Vamos abrir as portas do inferno, que eu preciso pagar a mensalidade da escola das crianças!

Mal começou a atirar nas naves jammers inimigas, 4 fragatas de escolta mudaram de alvo e começaram a atacar a Iron Fist, com rajadas certeiras.

Batalha

- Mantenham-se no alvo! Estamos lutando contra o tempo aqui, rapazes!
- Senhor, escudo a 70% e caindo!
- Você se lembrou de montar o módulo de reparos de blindagem?
- Claro, senhor!
- Então não quero saber do escudo. Me avise quando a blindagem começar a sofrer danos.

As fragatas eram mais resistente do que as anteriores, e o escudo recuperava mais rápido também. Três foram abatidas, e faltavam ainda duas.

- Senhor, escudos offline. Os tiros começaram a entrar na blindagem. 80%
- Só mais duas, criançada. Vamos morrer na praia?
- Eles são muito rápidos! Blindagem a 50%
- Drones em modo de antecipação. Ou destruímos estes dois últimos, ou…

Um solavanco forte interrompeu, seguido de uma explosão algures nos compartimentos abaixo.

- Blindagem a 20%, não estamos recuperando rápido o suficiente.
- Quero cargas Tech 2 nas torres 1, 3 e 4. Atirem à vontade.

Com munição mais potente, um dos alvos começou a ceder. Rodopiou para a esquerda, numa tentativa vã de evasão e, com um último tiro, explodiu.

- Blindagem a 10%. Não vamos conseguir, senhor!
- Quero todas as torres com munição Tech 2, vamos assustar esse inseto!

Ao receber rajadas de munição Tech 2 (muito potentes, e também muito caras), a nave alvo começou a fazer manobras evasivas e, numa tentativa de não ser destruída, direcionou toda a energia da nave para os escudos, inutilizando assim o jammer que bloqueava a aquisição de alvo da Raven de Dark Holl.

Batalha 2

- Obrigado, permita-me retribuir o favor – disse Dark pelo comunicador.
- Disponha, companheiro. Só preciso que você agilize aí o processo, uma vez que minha blindagem está a 0% e a estrutura entrou em modo de alerta, com 80% de integridade.
- Não chores, já fixei o alvo nos teus agressores. Observa como se faz.
- Agora que eu salvei a sua pele você vem querer me mostrar como se faz? Onde você estava 2 minutos atrás?
- Eu estava aqui, bem quietinho, a observar o que fazias. Como te disse, tens grandes tomates. A maioria das pessoas teria warpado daqui para fora quando a blindagem chegou a 50%
- A idéia quase me passou pela cabeça. – uma grande explosão – Dark, você estava prestes a me mostrar alguma coisa?
- Ah sim, perdão.
- Eu preferia quando você lia a Playbot…

Quatro torpedos emergiram de dentro da Raven, e curvaram na direção da Iron Fist, que se desdobrava em manobras evasivas. Os torpedos fizeram uma tangente com a nave, e foram acertar os quatro alvos agressores, que explodiram na hora.

- Senhor, blindagem a 20%, recuperando. Escudos a 10%. Parece que ainda não foi dessa vez.
- Tzumi?
- Sim?
- A próxima vez que você disser que não vamos conseguir, eu espero que tenha uma arma apontada à minha cabeça, ou eu corto a sua garganta e construo um violão com as suas cordas vocais. Bom trabalho.
- S-sim, senhor. Obrigado, senhor.

As restantes naves inimigas foram abatidas facilmente, com o poder destrutivo da Raven. Em poucas horas, só havia fragmentos de metal à volta das duas naves.

- Dark, parece que hoje é dia de pagamento.
- É verdade. Vão ficar contentes quando souberem o que fizemos por aqui. Queres vasculhar os destroços para ver se conseguimos recuperar alguma coisa útil?
- Prefiro ir para as docas, a Iron Fist está precisando de uma funilaria e pintura. Talvez um rádio novo. Uma bolinha de resina com um siri dentro. Estou me sentindo extravagante.
- Ok, eu vou fazer a transferência para a tua conta. Ah, e… Popolytho?
- Sim?
- Obrigado pela ajuda.
- Uma mão lava a outra.

Ao docar, Popolytho se dirigiu à saída da nave, passando por Tzumi, que engolia um comprimido calmante tarja preta e murmurava algo sobre estar muito velho para esta vida, misturado com muitos palavrões.

Ao verificar sua conta no Terminal, Popolytho saiu da nave, assobiando. O dia estava se mostrando muito proveitoso, afinal.

Vexor na estação

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O Encontro

July 02, 2009 By: Mytho Category: Cronica

(…continuação…)

O percurso até às docas foi preenchido por comunicações e preparativos para a missão que surgira.
Munições, power grid, capacidade do processador da nave, entre muitos outros detalhes, tudo precisava ser verificado antes da partida.

Vexor na doca

- Eu vou querer cinco drones light de combate Hobgoblin Tech 2, um módulo de controle de danos, e um reforço para a blindagem… claro que eu quero nanobots para reparo de blindagem! Eu tenho que pensar em tudo? SIM, CINCO HOBGOBLIN TECH 2! IDIOTA!

Uma vez na ponte, deu a ordem:

- Senhores, tirem-nos desta estação. Temos um grupo de Blood Raiders prestes a ser extinto e eu quero estar lá quando isso acontecer.
- Sim senhor, já temos permissão do Controle. Preparar para lançamento.

Já no espaço, encontra-se com Dark Holl e sua Raven.

- Como é, Dark? Tudo a postos?
- Um dia matas-me de tédio! Sabes há quanto tempo estou à tua espera?
- Larga a mão de reclamar, luso safado. Vamos nessa?
- Sim, eu vou à frente, faço com que eles mordam o isco e ataquem-me, e envio-te as coordenadas para que possas aparecer de surpresa. Com sorte, vão continuar a atacar-me e esquecem-se de ti, que estarás à vontade para eliminar as fragatinhas.
- Combinado. Você pega as battleships e eu mato mosca.
- É o espírito! Estou indo!

Alguns segundos depois, a Raven de Dark já tinha desaparecido. Passaram-se alguns minutos e nenhuma comunicação.

- Será que o safado quer o prêmio só para ele? Quero uma ligação à nave dele imediatamente!
- Sim senhor, pode falar.
- Dark! Dark, já posso ir? Está tudo certo aí?

Como resposta, apenas alguns sons incompreensíveis.

- Dark! Não brinca comigo, rapaz! O caminho está livre para mim?

Mais sons. Pensou por um momento nas possibilidades e nos possíveis cenários que pudessem estar a acontecer a 30 UA (unidades de distância à velocidade warp) dali.
Por fim, virou-se para trás, encarou a tripulação e sorriu.

- Pessoal, já conheço a maioria aqui há pelo menos 3 meses. É tempo demais. Hoje é o dia em que provavelmente morreremos juntos. Quem não estiver de acordo, a porta é a serventia da nave. Prende a respiração, e se joga na direção da estação.

Os mais novos riram, até perceber que não era uma piada.
Virou-se para o navegador.

- Senhor Tzumi, consegue localizar a nave do Dark através destes sons que estamos a ouvir?
- Claro, senhor. Devo alertá-lo que estes sons podem muito bem ser gerados propositalmente para atrair possíveis backups, e a raven do comandante Dark Holl já ter sido destruída.
- Desculpe-me, deixei de prestar atenção ao que dizia depois de “claro, senhor”. Velocidade Warp, ponha-nos a 20 km da nave dele.
- Warp em 9…8…7…
- Senhor Tzumi?
- Sim, senhor.
- Eu não disse que queria ir daqui a 10 segundos. Eu quero ir agora.

Tzumi apertou o botão e imediatamente sentiram um solavanco breve.

Ao saírem da velocidade warp, constatou:

- Senhores, é possível que o Dark ainda esteja vivo… ali no meio daquela nuvem de naves* Blood Raider. O conceito “kamikazi” é familiar a algum de vocês? – sorriu

(continua…)

*A imagem serve apenas para demonstrar a nuvem de inimigos. Os dados de localização à direita estão errados.

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O Convite

July 01, 2009 By: Mytho Category: Cronica

O seguinte conto é baseado no jogo MMORPG Eve Online, do qual participo. As naves e os sistemas estão em sua maioria fielmente descritos. Eu posso alterar características se achar isso trará benefícios à história.

Era uma manhã calma na 8ª Estação Lunar do sistema Yarebap.
Pela janela, conseguia visualizar o tráfego constante de battleships e cruisers que entravam e saíam das docas primárias.
Mais à frente, conseguia distinguir claramente os traços colossais de uma Iteron Mark V, uma nave industrial com uma capacidade de cargo capaz de levar no mínimo 6 mil metros cúbicos de material.

Iteron Mark V
Iteron Mark V

Respirou fundo e manteve-se a observar aquele gigante de ferro entrando em Warp, provavelmente com destino a um Stargate que a levaria a outro sistema.

Contou baixo “treze, quatorze, quinze…” e quando chegou aos dezesseis, a nave parou por meio segundo, e então, com um solavanco, desapareceu da sua vista. Havia entrado em velocidade Warp.

Tirou do bolso seu Terminal Pessoal (TP) e escreveu nas notas: “Iteron Mark V – 16 segundos para alinhar e warpar.”
Era o tipo de informação que lhe interessava por algum motivo estranho. Quem sabe, um dia poderia ser útil.

Entediado, olhou em volta, procurando o que fazer. Consultando o Terminal, viu que alguns dos itens que tinha posto à venda no dia anterior já tinham sido vendidos. Os mais baratos. Migalhas.

Enquanto percorria a lista de tudo o que ainda tinha no hangar para vender, uma luz na lateral do TP começou a piscar, indicando que havia alguém tentando contactá-lo.
Premiu um botão. No monitor surgiu Dark Holl, um aliado da Corporação IGC.

- Ah, finalmente encontrei-te – disse Dark, com um sorriso franco e aberto.

Não sabia ao certo onde Dark Holl havia nascido, mas o seu sotaque indicava que em algum ponto da sua árvore genealógica houvera um luso, do extinto país chamado Portugal, ainda no Planeta Terra. Não que essa informação valesse de muito. A Terra já não significava muito para a Humanidade.

- Olá, velho amigo Dark. Quais as novidades?
- Tenho uma proposta de trabalho para ti. Interessado?

Já não era a primeira vez que Dark fazia isso. Dark era um combatente veterano, como a maioria dos da raça Caldari. Possuidor de uma Battleship muito especial, uma Raven Navy Issue, com 7 pontos de lançador de mísseis e 4 pontos de Torres de tiro de alta precisão a longas distâncias. A Raven por si só era uma nave que inspirava respeito por onde passava. O fato de ser uma edição especial Navy levava todo esse respeito a um novo nível. Não era necessário apenas ter dinheiro. Era preciso também ter a técnica e contatos pessoais necessários para pilotar um pássaro desses. E Dark tinha ambos.

- E então? Interessado?
- Dark, eu estou sempre interessado, como você sabe. Como vai ser?
- Corre o boato que há um grupo de Blood Raiders impedindo um dos acessos ao Stargate que dá acesso ao sistema Finid. Particularmente, eu não quero nem saber de Finid. Não tenho lá negócios. Por outro lado, o prêmio oferecido pela cabeça dos Blood Raiders conseguiu chamar a minha atenção.

Era essa a vida dele. Conversar com informantes, e saber onde estava o dinheiro. Depois era só ir buscar.

- Claro que sim, companheiro. Eu topo ir com você, desde que você me cubra se a barra ficar pesada.
- E não é o que eu faço sempre?
- Não preciso te relembrar daquele pirata Gurista que me destruiu o escudo e deixou a minha blindagem com 30% de integridade, preciso?
- Águas passadas – disse Dark sorrindo – eu estava ocupado com a última edição da PlayBot.
- Pois desta vez mantenha seus olhos no meu escudo e suas mãos no sistema de alvos. A minha Vexor pode ser uma porcaria, mas acabei de pagar as prestações na semana passada e tão cedo não consigo comprar outra.

A sua nave era uma Vexor, um cruiser construído pela raça Gallente. Pela sua forma lembrar um punho fechado, tinha apelidado a sua de Iron Fist. Uma de suas vantagens era a rapidez em alinhar e acelerar para Warp, fugindo com eficácia a qualquer ameaça local.

Vexor
Vexor

- E então? Vamos caçar Blood Raiders?
- Eu também tenho contas a ajustar com esses camaradas. A gente se encontra do lado de fora da estação.

Desligando a chamada, rapidamente pegou no intercomunicador e contactou a sua equipe.

- Vamos voar. Quero todos na nave em cinco minutos. Uniformes de batalha.

Começou a sentir a descarga de adrenalina a percorrer suas veias. O dia tinha começado mal, mas já começava a se sentir mais animado. Sorriu.

(…continua…)

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Rubberduckzilla, o Pato-Que-Odeia-Água

June 21, 2009 By: Mytho Category: Video

Eu vi esses dias um comercial no youtube e fiquei pensando nele até hoje.
É um comercial que demonstra o estado atual da evolução regressão putaria lobotomia situação que se vive no oriente atualmente, mais propriamente no Japão.

Para vocês, leigos que não entendem japonês e não sabem ler inglês (TERESIIIIIINHAAAAAAA UUUUUU), fica uma explicação depois do vídeo, ou perguntem ao Cardoso, expert em sushi, japinhas (nos sonhos dele) e bizarrices alike.

Durmam no barulho:

Basicamente as japinhas estão tomando o seu ki-suco que subsitui água. Os pais entram no quarto delas, pegam as bandidas no flagra, e dizem: “Nesta casa só se bebe água!” – super normal de acontecer no dia-a-dia. Enfim.

Aí o pai, pega uma revista que tem um pato na capa. As garotas gritam, num frenesi erótico:

“É o Pato-De-Borrachazilla!”

A mãe sentencia: “não existe pato que odeie água!” – crianças, ouçam suas mães, elas são mais velhas e sabem sempre o que dizem!

O pai, cégo de cólera (e com razão) por ver as filhas praticamente atingindo um hidrogasmo com um pato de borracha, rasga a revista, e aí começa continua a ficção.

Aparece o pato safado gigantesco no meio da cidade, e começa a destruir todo o sistema de águas de Tóquio (sim, os Rubberduckzillas são nativos da periferia de tóquio).

O pato molha todo mundo, e as garotas (que já estavam molhadas antes) de alguma forma sobem ao bico do pato e começam a realizar preliminares.

Mais uma missão com sucesso do Patorrachazilla. E da bebida Oasis, para quem odeia água.

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Família ê Família à Família

June 18, 2009 By: Mytho Category: Rotina

Minha irmã me diz que está grávida e a primeira coisa que eu respondo é “porra, você não é mais virgem?”

Ela tem 24 anos.

Tio Mytho. Melhor que ser Vô Mytho (trocadilho mais antigo do mundo – se você acha que essa piadinha é original, reveja seu repertório).

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