Elementar, caro Watson
Meu amigo, estou indignado! Estou abismado! Estou… estou… estou… eu diria até mesmo aperreado! E outras palavras que terminam com “ado”. Estou essas todas! Menos viado. E aboiolado. E essas que poriam em dúvida a minha extrema masculinidade.
Mas volto à questão.
Imagine você, caro companheiro que trabalha duro no dia-a-dia, que o seu almoço nesta sexta feira foi uma bela feijoada. Ou dois Big Mac’s. Ou até mesmo (e porque não?) buchada de bode.
Aí você volta pra sua mesa, na sua empresa, e é claro que, ao fim de um tempinho, o seu organismo, competente do jeito que é, separe o joio do trigo, e, não gostando minimamente de joio, queira se ver livre do mesmo, acionando para isso mecanismos já pré-existentes através de todo um processo evolutivo que demorou milhões de anos a serem aprimorados, e que sábiamente denominamos “sistema digestivo”.
Resumindo, nego come pra burro e depois tem que dar a bela da cagadinha, que é de lei.
Aí você levanta, e vai lá passar um fax pra Boston, libertar o mandela, escorregar o barro, fazer uma escultura, votar no Barroso, ou qualquer outro nome simpático que você queira dar à bela da cagadinha.
Background: Aqui na empresa temos vários banheiros, mas cada um deles é individual, ou seja, você entrou na portinha, tem uma pia, e atrás de outra portinha tem a privada (ou o troninho, caso você ainda seja de tenra idade). Apenas a segunda porta tem chave para se trancar, pois você pode ter um peão lavando a mão e o outro se aliviando.
Outra particularidade é que o interruptor para as luzes de ambos os “aposentos” é do lado de fora da primeira porta, ou seja, ainda no corredor.
Então, voltando ao nosso cenário da buchada de bode, você acendeu as luzes, entrou na primeira porta, entrou na segunda, trancou, *zip*, sentou, *splosh*.
Aí lá está você, sentadinho, costas da mão no queixo, pensador, quando de repente as luzes se apagam e a porta abre.
“Normal, alguém quis ir ao banheiro, pensou que estava acendendo as luzes, e abriu a porta. Vai ver as luzes apagadas, vai fazer 2+2 e vai deduzir que estou aqui dentro.”
Mas eis que alguém TENTA ABRIR A SUA PORTA (com as luzes ainda apagadas).
“Ou é ladrão ou é um pouquinho lerdo, mas agora vai entender que tem gente aqui dentro”.
Passos. As luzes acendem.
“Finalmente”.
E pronto. Tentam abrir a porta NOVAMENTE, DUAS VEZES!
Vamos analisar de perto a mente do sujeito:
“Putz, quero ir ali, que aquele bobó de camarão tá fazendo efeito. Vou acender as luzes. Agora abro a porta. Hmmm… interessante.. as luzes estão apagadas… devem estar queimadas. Tudo bem, eu aprendi a arte de fazer cocô sem luz com os monges tibetanos ali de Macaé. Hmmm… interessante… a porta está trancada. Talvez se eu tentar acender mais uma vez as luzes já consiga abrir a porta.
Pronto, luzes acesas, mas a porta ainda não dá! Talvez se eu tentar novamente!!!!!”
Povo… já dizia o poeta: “Live and let live”.
E digo eu: “Shit and let shit”
É o único momento de paz durante o dia e não precisamos de ter alguém utilizando as luzes como strobo lights e forçando a maçaneta na porta a 10 centímetros do nosso nariz.
Aqui vai uma dica: Luz acesa + porta trancada = vai procurar outro banheiro e me deixa cagar em paz!
Meu cu agradece.


October 13th, 2007 at 5:28 am
hahah… hilário!
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October 13th, 2007 at 11:22 am
heheehe hilário e verdadeiro
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October 24th, 2007 at 10:37 pm
Mano.. Lembrei do Lula no banheiro da Lumina 1.. OuhAEoiheoiheoiHoIhe
[]’s
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October 25th, 2007 at 9:29 am
Cara, eu dormia muuuuuito naquele banheiro! hehehe
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