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Teófilo era um viciando em internet e informática.
Passava todo o seu tempo à frente de um computador. Se tivesse internet, melhor. Se não tivesse, gastava o seu tempo vendo e revendo filmes, séries, jogando, ouvindo música, programando, limpando o desktop, e o diabo cibernético a quatro.
Na net normalmente tinha duas contas MSN abertas, uma ICQ, uma yahoo, AIM, GAIM, FAIM, DAIM e LAME e tudo mais que rime com “êime”.
No seu browser, Gmail, Google Reader, Google Calendar, seus 4 blogs, conta no fotolog e flickr abertas.

Era filho único. Pai trabalhador, entrava à noite no quarto dele, antes de dormir, observava o rapaz sem saber o que pensar, e fechava normalmente a porta resmungando “é bom esse moleque usar essa bosta pra trazer dinheiro pra casa, que um dia eu dou um tiro naquele brinquedo do demo…”
Teófilo dormia. Às vezes. Mas o seu computador nunca. Era eterno e ativo. Um dia Teófilo teve um acidente de carro. Chegou ao hospital, os médicos perguntaram:
“Quer que a gente telefone a alguém?”
“Sim, telefona para a Infortech e manda vir um notebook com wifi. Fala com o Alemão e fala que é da parte do Tê Três Zero. Depois eu acerto com ele.”
“Tê Três Zero?”
“É, pô… é Téo em 133t”
“Cento e trinta e três tê?”
“Telefona que já tá batendo a ressaca!”
Teve outra vez que Téo conheceu uma garota pela internet. Ele gostava de conversar com ela sobre filmes, séries, música. Ela também gostava de falar com ele. O relacionamento começou bem, mas acabou rápido, pois ela queria se encontrar com ele fora de casa.
Téo cresceu praticamente dentro do quarto.
Mantinha seus 3 blogs que lhe davam sustento. Um era sobre séries. Outro era sobre tecnologia. E o outro, obviamente, era de pornografia.
Téo atualizava seus sites num ritual sagrado, diariamente. Já sabia sempre o que ia escrever, como ia escrever, e qual ia ser a conclusão do post.
Escrevia tudo de uma vez, e eram raras as vezes que usava o backspace para apagar alguma frase em detrimento de outra “mais bem pensada”.
Um dia, um dos amigos virtuais de Téo foi visitá-lo a sua casa. Téo descobriu nesse dia que era uma pessoa anti-social. Sentia-se desconfortável com a presença de outra pessoa em sua casa. Téo passou a não ir mais à rua para nada.
Recebia o pagamento por via eletrônica. Comprava tudo o que precisava pela internet, desde comida a produtos de higiene pessoal, pagava contas.
Um dia faltou luz em sua casa durante 48 horas.
Encontraram Téo duas semanas depois, morto, em seu quarto.
No seu colo, um papel que dizia:
“Shutting Down T30… It is now safe to turn off T30″.
Em sua vizinhança pouco se falou no assunto, mas foi na internet que, desesperados, milhares de leitores de seus sites prestaram homenagens virtuais a Tê Três Zero, que tinha nome de Deus escrito em 133t.


November 15th, 2007 at 3:53 am
Hahahahaha! Muito bom! rs
(Pior que já conheci caras como o Téo… assustador…
)
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November 15th, 2007 at 9:38 am
não tens o endereço do blog com as reviews de pornografia?
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November 15th, 2007 at 9:48 am
esqueceste de dizer aí no auto-retrato que o gajo era gordo como tu!
e também quero ver o blog da pornografia… e não venhas com a história da ficção, que todos sabemos que tu és o T30. ;D
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November 16th, 2007 at 10:57 am
O site pornográfico é http://www.disney.com
perverts.
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November 17th, 2007 at 2:46 am
Caramba!! Muito bom… Mas quanto a ser autobiográfico, estranho… pois, ou o final foi alterado ou baixou um espírito “Assistiano” e o texto tem conotação de memórias póstumas… o que neste caso, seria muito assustador mesmo… =)
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November 17th, 2007 at 11:14 am
Ana, digamos que é um auto-retrato exagerado de um Mytho que já morreu…
=*
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March 7th, 2009 at 11:38 pm
oO espero não morrer se eu ficar 48 horas sem luz
’
rsrsrsrs legal sua autobiografia xD
:*
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