Crimes Neurológicos – Sequestro de Amígdala
Se você acredita que o primeiro homem foi Adão e que já andava, falava com a Eva e com a cobra, pode saltar este post.
Se você acredita que o ser humano passou por todo um processo evolutivo que se iniciou lááááá atrás, com os organismos unicelulares nos oceanos, então pode ser que encontre utilidade neste pequeno texto.
Nós, que somos animais racionais, nem sempre fomos assim. Viemos lá de trás, dos peixinhos, dos répteis, dos anfíbios e dos macaquinhos (não, dos dinossauros não – o Piteco é fictício! FICTÍCIO!).
O nosso cérebro, fazendo parte de nós, também passou por todo esse processo evolutivo, e foi se adaptando à nossa forma de vida e de ambiente. Porém há coisas que “sobram”. Acontece em todo o nosso corpo. Quer exemplos de coisas que não usamos pra nada em nosso corpo?
- Dedo mindinho no pé
- Pelos
- Cabelo
- Unhas (jogar na raspadinha não conta como processo de sobrevivência)
- Apêndice
- Cóccix (só serve pra doer quando a gente toma um tombo)
Pois bem, o cérebro também tem vestígios deste tipo que estão QUASE obsoletos. E quero falar aqui da amígdala.
“Mas Mytho… pôxa… eu tirei a minha amígdala!”

Não é essa, sua anta!
Se seu cérebro está na garganta, não quero nem imaginar as suas emoções durante um arroto. As amígdalas a que me refiro, são duas estruturas em forma amendoada (como as da garganta), localizadas uma de cada lado do cérebro. Foram uma bonita herança da nossa passagem pela forma réptil e podemos dizer que são o nosso primeiro mecanismo de defesa. É o que chamaríamos de “instinto de sobrevivência”.
Como funciona?
Sempre ao menor sinal de perigo, a informação vai para a amígdala e logo em seguida para o neocórtex, que é responsável por “contar até 10″ e analizar a situação.
Normalmente a amígdala é responsável pelo “não sei o que me deu!”, quando temos reações repentinas a situações inesperadas. Isso vale tanto para agressões físicas como verbais/emocionais.
Sabe aquela frase que te escapou durante uma discussão e que mal você falou, se arrependeu? Sabe aquele soco que você deu no seu amigo quando ele tentou te assustar? Sabe aquele salto pra trás quando aquele carro tirou uma fina naquele outro carro bem na sua frente?
Esse tipo de reação tem nome:
Sequestro de Amígdala
Isso se verifica sempre que a amígdala toma conta da situação antes da informação chegar ao neocórtex. Nós agimos sem pensar, e só depois ficamos com as pernas bambas.
Na Natureza os mecanismos de defesa pecam sempre por exagero. É melhor ser exageradamente protetor do que estar demasiadamente vulnerável. A amígdala faz isso, e tenta nos proteger física e emocionalmente.
Assim, aquela resposta que você deu sem pensar quando estava “cega de raiva” nada mais foi do que o seu cérebro tentando te proteger emocionalmente.
Agora você já tem desculpa.
“Desculpa amorzinho, foi um sequestro de amígdala. Vamos dar uma rapidinha?”

Culpadas
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Mytho respondeu eu April 4th, 2008:
- O que é uma “mor de deus”?
< IRONIA >- Obrigado pela crítica CONSTRUTIVA< / IRONIA >
- Comentários anônimos (não) são bem vindos!
- Os seus argumentos (não) me convenceram e eu (não) peço desculpas pelo meu post.
- Obrigado por ler o texto até o fim
- Volte sempre. (ou não)
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