Trânsito, conforto e entretenimento
Carro. A maioria das famílias tem ao menos um carro. No Brasil, (muito) mais do que em Portugal, existe o culto ao carro.
Talvez seja porque as pessoas no Brasil (em São Paulo, principalmente) passem mais tempo dentro do carro do que em casa. Comigo era assim, quando morava em SP.
No mínimo uma hora e meia pra ir de casa pro trabalho, outra hora e meia pra voltar. Isso em dia tranquilo. O normal eram duas horas e pouco para cada viagem. Mais de quatro horas por dia dentro do carro. É metade de um dia de trabalho normal. Nada mais lógico do que tentar fazer da experiência o mais agradável e confortável possível.
A primeira coisa que eu fiz na época foi comprar um som pro bicho. Quatro horas de silêncio no trânsito seria insuportável. Logo de seguida, um insulfilm 5% para que ninguém roubasse o som.
E na época era basicamente o que se podia fazer. Qualquer outra alternativa seria impensável, em termos de custos.
Hoje há alternativas:
Desde leitores de DVD para carros (alguns inclusive com suporte a iPod), até simples rádios aos quais já estamos acostumados.
Quando eu fazia a viagem diária ainda nem pensava em detectores de radar (ainda existia a teoria que um CD pendurado no retrovisor faria com que a foto do radar ficasse arruinada
), rádios via satélite (para ouvir a última do Cauby Peixoto durante sua viagem pelo deserto do Saara), e GPS era equipamento aeronáutico.
Os tempos mudaram e só deus sabe o que teremos à nossa disposição amanhã. Seja o que for, estou ansioso.


