Etiqueta, hábitos, religião e puta que pariu
Existem certos hábitos e costumes das pessoas que eu, sinceramente, não consigo compreender em sua totalidade.
Já é sabido que eu sou, por natureza, anti-social.
- Mas Mytho, como é possível você ser anti-social e ter um blog?
- Ter um blog implica em não ter contato direto com as pessoas, e você não tem que socializar em um blog. Você fala, os outros respondem SE QUISEREM, e eu replico SE BEM ENTENDER. Em última análise, o site é um lugar MEU (que eu pago com meu dinheiro) em que é permitido o pitaco alheio. No meu caso, o pitaco alheio é bem vindo se vier com boas intenções e/ou humor. Assim sendo, para ter o seu comentário aceite neste muquifo, você tem duas opções:
1 – Fazer um comentário inteligente que não ofenda.
2 – Fazer um comentário burro ofensivo, mas que seja muito engraçado (e por norma patético).
Mas estou saindo do tema. Já estabelecemos que eu sou uma criatura anti-social. Quando eu tinha o cabelo comprido, era também conhecido como Mogli, o menino do mato. Enfim.
Agora que estabelecemos a minha natureza, vamos às questões propriamente ditas.
A propósito…
O cenário é interessante. Você está visitando alguém ou sendo visitado por alguém em sua casa. Em determinada hora, o visitante se levanta, se despede, vão até à porta da casa, se despedem, e continuam a conversar. Vai me falar que isso nunca te aconteceu, de ficar parado à porta da casa de alguém, depois de se despedir, conversando.
Pois é. Mas que diabos… se ainda quer conversar, não levanta o rabo do sofá. Ficar de conversinha (às vezes até bem demorada) com a porta aberta na sua frente é coisa que não engulo facilmente.
As despedidas, por norma, são a última coisa que se diz antes de se ir embora.
Aí, se você não for (ou se a visita não for), o que vai acontecer? Vocês vão ficar conversando em pé, com a porta aberta, e vão acabar por ter que se despedir de novo. (já falei que sou anti-social?)
Vou ali só tomar um café
Nego tá em casa, confortável, vendo TV. Aí de repente levanta, se veste, se arruma, e vai pra rua, entra no carro, dirige até um café, entra, pede um café, bebe, fica olhando pro nada, volta pro carro, dirige até casa, bota o pijama, volta pro sofá e vê TV.
Será possível que só eu detecto algo de errado neste procedimento? Vai aqui a minha sugestão:
Nego tá em casa, confortável, vendo TV. Aí de repente levanta, vai na cozinha, faz um café comprado previamente exatamente para este tipo de situações, volta pro sofá, vê TV e bebe o café.
Qual dos dois você prefere? E por mais estranho que me possa parecer, eu SEI que muitos preferem a primeira. E nem precisa colocar nos comentários, eu mesmo vou dizer as razões que os leva a pensar assim:
- Eu saio para ver pessoas
Lembre-se, eu sou anti-social, por isso sequer comentarei o “saio para ver pessoas”. Idéia horripilante. Eu vejo pessoas na TV, eu vejo pessoas quando vou ao cinema, eu vejo pessoas quando vou ao shopping, e eu vejo pessoas na empresa onde trabalho. Não preciso sair propositadamente de casa para “ir ver pessoas”.
- Eu saio para pegar um sol
Quanto ao sol, depende bastante de onde você mora, admito. Mas normalmente uma varanda dá conta do recado, ou até mesmo uma janela aberta. A menos que a sua janela seja de titânio, vedada e lacrada. Nesse caso, desculpe te dizer, mas você se encontra em prisão domiciliária. Fora que sol dá câncer de pele. Você passa protetor antes de ir até o bar?
- Eu saio pra respirar um ar
Sair para respirar um ar. Apesar de bizarra, essa desculpa faz sentido. Obviamente que todos têm ar dentro de casa. Menos o Aquaman e o Bob Esponja. Mas o ar às vezes parece que fica estagnado, parado. É verdade. Eu já senti isso. E o que eu fiz nessas horas? Fui até o bar? Hm, não, acho que não. JANELA. CORRENTE DE AR. Eu explico. Você abre uma janela de um lado da casa. Vai até o outro lado da casa, e abre outra janela. Certifique-se de que as portas estão abertas e não vão bater. Aguarde alguns minutos. Shazam, ar renovado!
- É só um pretexto pra sair de casa mesmo
Lamento que a sua casa te deixe entediado, mas é prioridade minha morar em um lugar que não me dê vontade de sair correndo. Para isso podemos utilizar alguns artifícios, como por exemplo ter um animal de estimação, uma TV, um DVD, um PC com net banda larga, CDs de música, um instrumento musical, etc etc etc. Eu gosto tanto da minha casa que nunca tenho tempo pra fazer tudo o que quero quando estou lá.
- Nem é o café em si, é o ato de ir beber café
- É um ritual
Concordem comigo, estes dois são a mesma coisa. É tudo um ritual.
ritual (rituais [?itu'aj?] plural) [?itu'al] prática habitual
Rituais são práticas habituais. Concordo. Mas essas práticas habituais normalmente se iniciam com um objetivo. Existe um propósito. Qual é o propósito dos rituais que você pratica?
O que me leva ao tema que vai causar furor em todos os xiitas fanáticos de plantão que caírem aqui de pára-quedas:
Rituais: necessidade ou pura falta do que fazer?
Eu sei que deve ter gente aí pensando “Mytho, não fala em religião… Mytho, não fala em religião… Mytho, não fala em…”
RELIGIÃO. Vamos falar um pouco sobre isso. Existem rituais em religião?
Dããã.
Antes de mais, quero deixar bem claro que não sou ateu. Não sou católico. Não sou evangélico. Não sou espírita, nem macumbeiro, nem voodoo, nem budista, ou nada que se pareça. Sou daqueles que dizem “converso com Deus à minha maneira”. Eu sei, isso não é muito revelador e me permite pegar um pouco de cada religião, e customizar uma religião que se encaixe às minhas medidas, necessidades e desejos. E aí está a primeira vantagem dessa minha religião: eu mantenho meus olhos abertos. E questiono. Os meus principais atritos com religião vêm justamente dos meus questionamentos. E uma das perguntas que sempre me fiz, foi justamente essa: Rituais pra quê?
Mais uma vez, eu mesmo respondo: porque rituais fazem com que o indivíduo se sinta parte de um todo, se sinta seguro, e tenha controle sobre o que está acontecendo. Nos rituais, você sabe sempre o que vai acontecer, e provavelmente sabe até mesmo qual será a próxima coisa que alguém irá dizer. Quer mais controle que isso?
O que me leva à segunda pergunta: Se é esse o caso, os rituais então são para o homem, e não para Deus.
Não me levem a mal, mas não acho que Deus se sinta desprotegido ou inseguro. E se nós fomos realmente feitos à semelhança dele, eu aposto que deve ser um puta pé no saco ouvir as mesmas coisas, todos os dias, ditas milhões de vezes, pelas mesmas pessoas, durante mais de dois mil anos.
Pois é, companheiros, eu estou sim atacando diretamente a reza. Imagine você tendo que ouvir diariamente milhoes de vezes o Pai Nosso. E o que é pior, as pessoas rezam e a maioria das vezes não fazem a menor idéia do que estão falando. Ah, e não vou nem sequer me alongar nas críticas ao terço. Quantas vezes você tem que repetir a mesma ladainha de rajada? Quando você a repete pela última vez, você ainda está prestando atenção no que você está falando ou já entrou em cruise mode, e agora só tá pensando no horário, porque o CSI Las Vegas já vai começar? Seja honesto e pense sobre isso.
Rituais formiguificam. Sim, eu acabei de inventar a palavra. Formiguificar. Eu formiguifico, tu formiguificas, ele formiguifica. Nós formiguificamos, vós formiguificais, eles formiguificam.
Ato de se transformar em formiga. Deixar de ser individual. Fazer as coisas sem saber para quê, apenas fazer porque todos os outros fazem e sempre foi feito dessa forma. Urgh.
Eu sou anti-formiguificação. Se eu converso com Deus, é da forma como eu acho que ele gostaria que eu conversasse. Informalmente, sem regras pré-estabelecidas, como se fosse com meu próprio pai. Afinal de contas, não é o que ele é? Então pra quê os rituais? Pra quê tanta formalidade? Pai não é patrão, pai não é afastamento, é intimidade.
Ainda me lembro de quando eu era escoteiro (sem gozação, por obséquio, ou seu IP será banido) e fui a uma missa, que éramos obrigados a ir de vez em quando. Eu não sabia um “a” sobre religião, portanto fiquei ali e na hora da hóstia lá fui eu, todo contente e serelepe comer o corpo de cristo.
Hóstia na boca, fui pra casa contar pra minha família sobre o acontecido.
Mal contei, meus primos abriram os olhos do tamanho do universo, apontaram o dedo pra mim e começaram “vai pro inferno, vai pro inferno, vai pro inferno”. E foi então que eu descobri que pessoas que não são batizadas não podem relar no corpo de cristo.
Devo ter ficado umas 2 horas rezando com o cu na mão para não ir pro inferno. Reparem bem, eu estava com o cu na mão com medo que Deus me punisse. Se o Deus de qualquer religião for assim, eu tô fora, muito obrigado. O meu é muito mais gente fina que isso.
E por último e para completar o círculo, deve ter gente que já deve estar lendo isto apenas com o intuito de usar minhas próprias palavras para me crucificar nos comentários, visto que eu ali no meio do texto coloquei uns “palavrões”. Foi proposital.
Porra é palavrão?
Antes de responder à pergunta acima, temos que nos perguntar o que é um palavrão. Eu não vou responder a essa pergunta, porque sinceramente, eu não faço a menor idéia do que seja um palavrão.
Vou tentar criar aqui uma definição on the fly.
Para mim, palavrão é toda e qualquer palavra que ofenda.
Aí eu te pergunto novamente. Porra é palavrão?
- É sim, Mytho, eu fico ofendidinho quando você fala “porra”!
Por quê?
- Porque minha avó me ensinou que era palavrão.
E isso lá é motivo de ofender alguém? Larga mão de ser formiguificado! Para uma palavra te ofender, tem que haver um motivo mais forte do que “mamãe disse que”!
Veja o exemplo a seguir:
Você está na rua, um senhor idoso atravessando, passa um moleque de bicicleta, quase atropela o senhor, e diz:
“Porra, sai da frente, seu velho!”
Uma dica: esta frase tem 1 palavrão e não começa com “P”.
Qual é a palavra que realmente ofende ali? O “porra” ali é mero enfeite e forma de expressão… o que ofende ali é muito pior que um simples porra.
O que me leva a mais uma vez questionar:
De onde vieram os palavrões? Quem decidiu que “merda” ia ser um palavrão? Tá na bíblia?
E Jesus, subindo ao monte, disse:
“Não direis porra, pois que esta expressão é desagradável aos ouvidos do Senhor teu Deus. Não proclamareis puta, pois que puta refere-se à profissão proibida. E nem pensar em foda, pois fodas só as putas dão, porra.”
Não me lembro dessa passagem. Quem inventou os palavrões foi o homem, e das leis dos homens me bastam aquelas que estão no código penal.
Muita merda, muita porra, puta que pariu e uma foda a todos que leram este texto de alto a baixo.


November 10th, 2008 at 12:49 pm
Então, ô petista, carma ae antes que vc funde o MST aí em Portugal
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Mytho respondeu eu November 10th, 2008:
Temof que faver a revolufão, companheiro
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Snake_Ice respondeu eu November 10th, 2008:
Cara, eu tenho vergonha desse presidente.
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Mytho respondeu eu November 10th, 2008:
Podia ser pior. Podia ser o Maluf.
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Snake_Ice respondeu eu November 10th, 2008:
“O Lula é meu pastor, por isso estou pastando.”
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November 10th, 2008 at 4:50 pm
Adorei…
Esse povo se ofende por causa de qualquer merda…
Gostei do seu ponto de vista
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November 11th, 2008 at 2:24 am
Ê lerê… Mytho com a corda toda…
1 – Ser anti-social é o que há! \o/
2 – Eu discordo de alguns pontos de vista a respeito da religião, mas devo admitir que seus argumentos são coerentes.
3 – É engraçado, ninguém nunca me disse que falar palavrão era algo feio. Meus pais nunca me proibiram. Mas eu nunca gostei de falar – isso muito antes de me envolver com qualquer religião. Eu simplesmente não gosto de usá-los. No máximo falo um “merda” ou “porrada”. É o máximo que eu chego.
…
Acho que preciso fazer análise.
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Mytho respondeu eu November 11th, 2008:
1 – Vou criar um novo partido: PAS – Partido Anti-Socialista =P
2 – Eu imaginei que você não fosse concordar com tudo. Isso é porque você é gafanhota, não formiga.
3 – Você nunca gostou de falar porque é menina, e as meninas aprendem desde cedo que menina não fala palavrão. Se tivessem te dito desde cedo que palavrão só é palavrão quando ofende, aposto que de vez em quando você deixava escapar muito mais pérolas…
=**
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Nadynne respondeu eu November 12th, 2008:
Opa! Onde assino pra me filiar a esse partido?
“Boa vista anti-social club”
A parte da gafanhota foi tudo de bom!! huahuahuahauhauah
É meio complexo esse conceito de que as meninas aprendem que não devem falar palavrões… Até é verdade, mas minhas amiguinhas nunca respeitaram… As de hoje em dia, então, nem se fala…
=**
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November 11th, 2008 at 3:03 am
1- Adoro chegar neste humilde mas sempre limpinho blog e me surpreender com um texto longo onde eu “rilitroz
” pois entrei como entro todo dia no meu RITUAL diario com o intuito de me divertir de forma despretenciosa
1.2- Por que eu adoro entrar aqui? Pelo fato de um post começar com um titulo ,desviar do assunto,voce pedir uma desculpa do tipo “quer ler com sentido pule esta parte ou morra”
2 – Como iria tirar sarro de alguem que foi escoteiro sendo que eu ja fui um “lobinho”, e sendo que esta pessoa ainda me proporcionou uma das mais hilarias historias sobre acampamentos que eu ja li,sobre um membro resultado de uma literal cagada foi deixado para a companhia de esgoto cuidar e criar.
3-Ser anti-social é o que há! \o/[2] , isso de falar na porta e ridiculo de fato,bom saber que nao sou apenas eu que dispenso e sinto minha barriga dar voltas de enjoou nestas situaçoes.
Eu dispenso minha merda e minha porra do fim do texto,mas aceito a parte de “uma foda” e sempre bom dar umazinha.
Bjunda Mytho,um forte beijo e um abraço estalado..
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Mytho respondeu eu November 11th, 2008:
hehehehehe grande Paulo!
Você foi lobinho tb? O nosso passado nos condena. Enfim!
Eu às vezes tomo porrada na cabeça da patroa por ser anti-social, mas fazer o quê… eu gosto
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November 11th, 2008 at 2:22 pm
Lá vai…
Sobre o café:
Você pode sair de casa para tomar um café e ver os carros abordando damas da noite na esquina.
Assim com Jethro Tull você pode sentar no banco do parque com seu café olhando garotinhas com más intenções.
Sobre rituais:
O ritual é primitivo, tá no nosso DNA.
Antes dançávamos para o(a) sol/lua/vento/chuva/fogo/catzo a 4 para a colheita/reprodução/doença/catzo…, hoje vamos beber um café.
Sobre a porra:
Porra, esqueci o que ia dizer.
PORRA!!!
Você foi escoteiro é? hehehehe =P
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November 13th, 2008 at 1:22 am
Rapaz, sobre religião, eu vou bem na linha do que vc disse. Preciso acreditar que existe algo, personificado por um Deus bacana que acha um tremendo porre toda essa história de rituais. Customizo a minha fé sem cobrar nada de ninguém. Não suporto esses extremos, tanto os dos fanáticos dos dogmas quanto aqueles que ficam horrorizados diante de qualquer idéia relacionada a divindade – os ateus ranzinzas, blergh. Vivo bem, acreditando que o meu Deus seria desses caras que ouviriam na boa o LP de piadas do Costinha, quase engasgando com o whisky de tanto gargalhar com a piada da bichinha. E sei que ele (no minúsculo mesmo, pois ele também acha uma merda essa reverência de todos se dirigirem a ele com letra maiúscula) me acha um cara legal. Afinal, não faço mal a ninguém e é o que importa pra ele, ora essa.
Ah, beleza de post! Palavras de um ex-lobinho.
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Mytho respondeu eu November 13th, 2008:
Grande Tuca!
É bem isso mesmo. A gente vive num mundo velho com idéias e pré conceitos velhos. Já fomos automatizados e qualquer um que saia da linha tá com defeito…
Defeituoso sim, com muito orgulho
Abraço
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November 13th, 2008 at 2:57 pm
“Não direis porra, pois que esta expressão é desagradável aos ouvidos do Senhor teu Deus. Não proclamareis puta, pois que puta refere-se à profissão proibida. E nem pensar em foda, pois fodas só as putas dão, porra.”
Porra, adorei!
Pensando bem, se a bíblia fosse escrita assim, seria muito mais interessante de ler. Não “cumpriria” as regras igualmente, desse modo “formiguificante”, mas até que leria.
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Mytho respondeu eu November 13th, 2008:
Formiga é bicho feio.
=P =**
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November 13th, 2008 at 6:24 pm
Meu comentário aqui seria quase do tamanho do seu post e eu tô numa lã ráuse, faltando menos de cinco minutos pra apertarem o eject da minha cadeira. PORRA!
Seu post tá ducaralho, concordo com ele do começo ao fim.
Sair de casa pra ver gente é a coisa mais estúpida do mundo, eu ao menos saio de casa “com um propósito”, sempre. Que, claro, num planeta com 6 bilhões de pessoas, obrigatoriamente já vai me fazer ver gente (muitas das quais eu não queria ver, especialmente as que jogam lixo na rua ou falam alto ao celular um monte de bobeira bem na hora do seu almoço ou quando vc quer um pouco de paz.
Vou imprimir seu post e dar pra minha mãe ler. É a cara dela também. =)
:*
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Mytho respondeu eu November 13th, 2008:
hahahaha depois me fala o que a Mamãe Carvoeiro achou
=***
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November 14th, 2008 at 11:11 am
post foda este!
Vê se sais para ir andar de bicicleta, isso é que era e eu até fazia companhia (1 vez por ano ou assim, mas a culpa não é minha, é dos cientistas que ainda não inventaram o beam me up scotty (ou over there scotty)).
Só uma coisinha, não comete o erro de imprimir este post e dar para a sogrinha de presente de Natal… tá? ;DD
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Mytho respondeu eu November 14th, 2008:
Pois é, um “Over There Scotty” faz falta por aqui!
Um dia eu compro uma bicicleta, e a partir desse dia sairei anualmente para passear…
Se este texto chegar às mãos da sogrinha, o próximo cabrito que eu jantar na casa dela vai me fazer cagar durante 2 meses
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November 21st, 2008 at 2:08 pm
Ser anti-social é não suportar que encostem a mão e dêem tapinhas em você enquanto conversam, é não suportar quando perguntam se vc gosta de novela, vc diz que não, e mesmo assim contam toda a trama, é não suportar 3 beijinhos na cara (nem os no ar, nem os molhados), é não suportar conversa mole com copinho de whisky na mão, é não suportar a carência de atenção de elogios dos outros, é não gostar de precisar ficar dando presentes e comparecendo a festinhas de aniversário senão vão ficar magoados com você, é ter que esconder que acha de festa de Natal um saco e o Reveillon ainda pior, com gente querendo agarrar você e um bando de solteiras carente querendo dar o primeiro beijo num homem porque dá sorte (inclui toda a insuportabilidade das crendices populares, simpatias e superstições). Eu sou anti-social com orgulho, gostaria de me mudar para um planeta de gente civilizada e objetiva onde não fosse não, sim fosse sim, talvez fosse talvez e todos fossem objetivos, só para começar. Tem um monte de outras coisas que eu não vou nem falar porque vão dizer que eu sou grumpy. Mas eu não sou nem o Waldorf nem o Statler do Muppet Show, sou só simples e objetivo.
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December 10th, 2008 at 10:05 am
[...] natural. Justo eu, um cara que faço posts misturando religião, palavrões, e alfinetadas a práticas pré-estabelecidas e integradas [...]