Traumas móveis
Quando dentro de um carro, eu sou um cara pacífico, porém alerta.
Não me entendam errado:
Já participei de rachas, pegas, já puxei muito cavalo de pau, tirei fina, colei na bunda do carro da frente, dei chicotada de um lado do outro da rodovia e até mesmo cheguei ao ponto de travar uma feroz guerra de paintball entre 2 veículos em plena Lapa, em SP, a meio da noite (pensou se a polícia passa na hora e vê um carro atirando no outro? Era pra um de nós estarmos numa cova uma hora dessas, mas enfim).
Tendo exposto aqui meus podres a 4 rodas, vamos aos fatos.
Hoje esteve um dia muito chuvoso e as ruas e estradas estavam ensopadas. Daquelas que se você andar a 10 metros do carro da frente, o spray é tanto que você fica cego.
Aí eu não estava dirigindo, e o cara que estava dirigindo fazia a sua performance de dublê de filme de perseguição policial no melhor estilo “Máquina Mortífera XII – Asfalto Molhado Pegando Fogo”.
Então, muito pacificamente e com voz zen, anunciei:
- Meu camarada, usa o pedal do meio porque eu acho que o chão tá meio húmido…

Acho que tá garoando…
Reparem bem no argumento do elemento (rima not intended):
- Que nada, ontem a gente tava aqui mesmo nessa estrada a 170, hoje só estamos a 140…
Quer dizer então que só porque no dia anterior a gente quase se matou a 170 por hora no chão seco, estava tudo bem em hoje quase se matar a 140 no molhado? Será possível que ninguém nunca tenha ouvido falar em aquaplanagem? Será possível que existam pessoas que não sabem que às vezes basta um toquezinho no freio para o carro começar a ganhar velocidade descontroladamente até encontrar o primeiro sólido que, através de uma lei da física que dita que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço (excluindo metrô Sé em hora de rush), se transformaria em pedacinhos de humanos marinados em combustível automotivo e salteados com metais, estofos e vidros?
Aí inventei pra ele uma história de que um dia quase tinha morrido num acidente à chuva e que tinha trauma. Ele pareceu acreditar e reduziu a velocidade. Aí, do nada, o fulano me tira um cigarro de dentro do bolso, acende, e começa a fumar. No carro. Do meu lado. Vidro quase fechado. POR CAUSA DA CHUVA. Aí não aguentei. Peidei.
Se é pra eu sentir o fedor dele, que ele sinta o meu também. Aí ninguém se respeita e ficamos quites.


January 16th, 2009 at 3:31 am
Pô mano, num tava no carro dele?
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Mytho respondeu eu January 16th, 2009:
Carro da empresa. Mas mesmo que fosse no carro dele acho desrespeito fumar do lado de alguém que não fuma dentro de um carro fechado, véio. E a viagem nem era demorada… 10 minutinhos… não custava nada ele esperar e fumar quando a gente chegasse, do lado de fora. Mas enfim.
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Nadynne respondeu eu January 16th, 2009:
Concordo em gênero, número e grau. Eu acho que anda faltando nas pessoas um pouco mais de senso de respeito ao espaço alheio. Como os filhos de chocadeira (porque aquelas criaturas não têm mãe, não podem ter) aqui no Rio, que ficam ouvindo funk nos malditos celulares dentro dos ônibus. CACETE. Existe fone de ouvido. Eu não sou obrigada a aturar isso.
Minha única resolução de ano novo é comprar um celular com saída de som BEM POTENTE, pra estourar Carmina Burana nos ouvidos dessas pragas.
*Sim, eu jogo pesado.
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January 16th, 2009 at 1:06 pm
é, realmente é um problema essa galera que fuma em lugar fechado perto de gente que não fuma, eu particulamente me sinto sufocado, tem gente ainda que consegue ’suportar’ o cheiro, nem vira comigo.
E olha pelo lado bom, ao menos você conseguiu fazer ele diminuir a velocidade, pior se ele virasse pra ti e soltasse “Relaxa que aqui é piloto de fuga!” …ai sim você tava frito
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Mytho respondeu eu January 16th, 2009:
Mano, se ele se negasse a reduzir, eu ia virar copiloto de rally:
“olha o carro, cuidado, curva pra esquerda. Dá seta. Tá perto demais. Cuidado!”
Ninguém aguenta 10 minutos disso… ele ia reduzir a bem ou a mal aieuhaieuh
Abraço
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Nadynne respondeu eu January 16th, 2009:
Ou ia te jogar pra fora… ahuahuahua
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January 16th, 2009 at 6:56 pm
Isso me lembra eu e algumas amigas voltando de Ouro Preto dia 02/01. Sorte que a guria que tava dirigindo era uma pessoa consciente, e foi na boa. Mas teve uma hora que sobrou um “spray” pra cima da gente que foi cerca de meio minuto sem enxergar absolutamente nada à frente. Olha… Foi um meio minuto que pareceu durar meia hora. Foi tenso.
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January 19th, 2009 at 11:06 am
Puts, ótima estratégia!
Aplicarei a mesma vingança se tiver oportunidade >=]
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January 19th, 2009 at 1:43 pm
eu cá acho que devias ter cagado nas calças… e quando começasse a cheirar mesmo mal, dizias que tinhas alergia incontinente a cigarro! ;D ahahah
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Mytho respondeu eu January 19th, 2009:
mas a loira era capaz de não ficar muito contente com umas calças cagadas no fim de semana…
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Bruno respondeu eu January 19th, 2009:
casualidades da guerra meu caro!
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