Archive for the ‘Utilidades’
Pum Peido Flato
Minha cara leitora, antes de fazer essa cara de nojo e pensar “lá vem mais um post escatológico do Mytho falando sobre os meus intestinos”, peço um minuto de sua atenção, pois este post será revelador!
Já dizia a vovó:
“Remédio, pra fazer efeito, tem que ter gosto ruim!”
Pergunto eu:
“E cheiro? Também vale?”
Vale! Pelo menos de acordo com a John Hopkins University, vale!
Foi realizado um estudo pela universidade acima mencionada, em que o foco estava justamente nas vantagens em “se aliviar” com um perfumado flato.
Traduzindo: peido fedido faz bem?

Faz. Pois é, minha querida patricinha. Você aí que está dizendo “ai, nem morta” com esse nariz arrebitado, fique sabendo que a partir do momento em que você manda um “daqueles” que é capaz até de dar enjôo em outras pessoas, o seu corpo está agradecendo.
A explicação está, obviamente, nas bactérias que habitam os meios teus. Bactérias essas que produzem o sulfeto de hidrogênio, responsável pelo buquê libertado a cada vez que você dá aquela disfarçada aí no seu trabalho, fingindo que está se ajeitando na cadeira… confessa, você faz isso toda hora.
O que o estudo comprovou é que esse mesmo gás também é produzido por enzimas* que se encontram em células que revestem as paredes dos vasos sanguíneos. O que essas enzimas fazem é basicamente dar uma relaxada nessas veias e baixar a pressão.
Claro que nada justifica você, meu caro amigo, soltar aquele assassino silencioso em baixo do cobertor e em seguida cobrir a cabeça da sua digníssima para que ela veja que você acabou de se tornar um pouco mais saudável naquele momento. Não é aí que quero chegar.
Estou apenas dizendo que segurar a brisa não é saudável.
Mas este é um post em que a maioria dos homens levanta a placa “EU JÁ SABIA!!”
Fonte: BBC Brasil
E agora vem uma questão pertinente:
Você, que agora já sabe disto e que antes não deixava os ventos fluírem livres, leves e soltos, mudou a sua opinião?
A verdade é que eu duvido que tenha mudado, e isso só vem a (mais uma vez) demonstrar que hoje em dia as pessoas pendem mais para o coletivo do que para o instintivo.
Mas se o instintivo nos manteve vivos durante tanto tempo, até que ponto será seguro ignorar os avisos que nosso cérebro nos envia constantemente?
* -Como as enzimas se reproduzem?
- Umas enzimas das outras!
Utilizando o iPod Touch como Net Disk
Estou prosituto da vida com a Apple.
Já não basta eles continuarem com a viadice de obrigarem o peão a usar o iTunes, com aquelas políticas ridículas de “só pode transferir músicas naquele PC que tem aquele iTunes instalado, como agora eles retiraram o modo “USB DISK” do iPod Touch.
Ou seja, aquela função de utilizar o iPod como se fosse uma pen (que qualquer mp3 player tosco tem) foi retirada. Puft. Ou ouve música, ou vê foto, ou vê filmes. Só. Nada de guardar PDFs, TXT, PPs, ou qualquer outra coisa que possa ser relevante para o trabalho/facu/diversão.
Image via Wikipedia
Aí eu encontrei um programinha xuxuzinho que te permite gravar mp3 do PC pro iPod e do iPod pro PC à vontade (obrigado Bruno). O SharePod era o que eu estava procurando e veio na medida certa. Grátis, leve, standalone. Ideal mesmo era conseguir colocar ele no próprio iPod, para eu poder levar comigo pra todo lado sem a preocupação de ter que levar uma pen com o SharePod.
Sonho meu.
Mas a sorte é que eu tenho um iPod customizado para as minhas necessidades. Aí eu tive que fazer a gambiarra.
Abri o Launcher, instalei o Pure FTPd, e aí sim, finalmente foi só abrir uma sessão FTP com o iPod a partir do meu PC e enviar para lá o SharePod.
Para quem pensa em fazer o mesmo, e fez o jailbreak do iPod com o Ziphone, seguem os dados para FTP:
User: root
Pwd: alpine
O único porém deste método é que eu só vou conseguir ter acesso aos arquivos quando tiver rede Wireless disponível.
Estou prostituto da vida, senhor Jobs… prostituto!
Wii - A Revolução Começou
Depois da roda, do pão de forma, e do controle remoto, a melhor invenção do Homem foi, sem dúvida, o Wii. Eu ganhei o meu pouco depois que ele foi lançado. Meu chefe achou uma boa idéia me dar de presente de casamento um brinquedo.
Deu certo. Logo depois de ganhar o console, tive que arranjar um outro Wiimote e seu respectivo Nunchuk (ou nunxuko, como eu gosto de chamar).
Image via Wikipedia
Aí na posse de dois Wiimotes e dois Nunxukos, começou a bandalheira. Comecei a comprar jogos (60 euros cada um!) até que resolvi dar uma chipada na criança para não ir à falência. Claro que ainda há jogos que estão na wishlist e que não posso utilizar o chip, como por exemplo o Wii Fit, que vem com uma Balance Board bem supimpa, ou o Guitar Hero com sua já famosa guitarrinha. E lá vou eu à falência novamente.
Mas a realidade é que o Wii é um brinquedo poderoso. A Nintendo continua sempre inovando e lançando módulos, channels, e jogos que vão te prendendo ao sofá (ou não. Eu só jogo em pé).
Por isso eu sou e sempre fui um obcecado por jogos. Comecei láááá atrás, com os spectrum 48k, e fui evoluindo em uma sequência Darwinista Apple - Odyssey - Atari-286 - Mega Drive - 386 - PS1 - Pentium……… a lista é finita, mas tende para o infinito. Enquanto for vivo, estarei me atualizando e adquirindo novas plataformas de jogos e brinquedos (quando for mais velho, usarei meus filhos como desculpa para continuar jogando
).
Mas sem dúvida, o Wii foi um marco na história dos jogos que ninguém jamais esquecerá.

Schrödinger’s Cat - O Gato Zumbi
E foi assistindo o mais recente episódio de Big Bang Theory, ontem à noite, que me voltaram a mostrar a teoria do Schrödinger’s Cat.
Eu já a conhecia por alto, e ontem, ao rever uma explicação básica, me deu vontade de ir atrás e traçar alguns paralelos, e chegar quem sabe a uma conclusão surpreendente.
Para perceber isto, é preciso antes de mais nada perceber que a ciência, hoje em dia, trata de assuntos abstratos, e já passou há muito tempo para além do conceito “exatas”.
Por exemplo. Todos nós aprendemos que não existe raiz quadrada de -1. Mas existe. Estamos entrando num reino chamado “números imaginários”.
Pois bem, entremos agora também no mundo imaginário da física quântica. Calma, não é preciso se assustar. Eu não vou começar a filosofar aqui.
De acordo com a física quântica, nem tudo na vida são 0’s e 1’s… também existem os 2’s… ou seja, nem zero, nem um. Neste caso do gatinho, tentamos demonstrar que existe o 01, ou seja, é zero e um ao mesmo tempo.
Para isso temos que nos basear em um conceito simples: Alguma coisa só existe, se pudermos observá-la ou provar que ela existe. Ou um ou outro. Se puder ser os dois, melhor ainda.
Então, para provar que existe o 01, em 1935, o senhor Erwin Schrödinger propôs uma experiência imaginária:
Peguemos em um gatinho fofinho lindinho. Coloquemos o gato dentro de uma caixa totalmente fechada.
Peguemos também um Contador Geiger, e lá dentro vamos colocar um pouquinho (muito pouco) de substância radioativa. Vai ser uma quantidade tão pequena, que talvez dentro de uma hora ela consiga corroer o invólucro, ou talvez nunca venha a corroer. Digamos uma possibilidade de 50% para cada.
Caso o invólucro seja corroído, um martelo cairá em cima de um frasco contendo um ácido letal, matando o gato na hora.
Fechemos a caixa e esperemos 2 horas. Com a caixa ainda fechada, o que podemos afirmar sobre o estado de saúde do gato? Está vivo? Está morto? Não podemos. Assim, de acordo com a física quântica, naquele momento, o gato está vivo e morto ao mesmo tempo. Temos aqui o nosso estado 01. Só vamos passar ao estado 0 ou 1 depois que abrirmos a caixa e verificarmos o que realmente aconteceu.

Para mim, esta experiência tem mais sentido quando aplicamos no dia-a-dia.
Se você leu até aqui, parabéns, pois vem aí a conclusão.
Você recebeu aquela proposta. Não interessa o que foi. Namoro, casamento, emprego, mudança de casa, mudança de projeto, etc etc etc. Você não sabe se vai ser bom ou ruim, se deve aceitar ou recusar.
Vamos usar a física quântica para resolver o seu problema.
Você tem neste momento um gato dentro da caixa. Você não sabe se ele está vivo ou morto. Como você você vai saber? Abrindo a caixa.
Toda e qualquer mudança traz em si a promessa de coisas boas e coisas más. A única maneira de transformar incertezas (01) em certezas (0 ou 1) é abrindo a caixa. Arrisque.


