Tuesday Goodness
Uma de minhas favoritas de todos os tempos. Boa terça feira.
Uma de minhas favoritas de todos os tempos. Boa terça feira.
Tá de mau humor?
Play.
Melhor?
Estando alheio ao que se passa no micro mundinho esquisitinho do bafafá das internets, eu me cansei de ouvir falar do Robin Williams pra cá, Olimpíadas pra lá, da ofensa que ele fez ao Rio de Janeiro e ao Brasil, etc e tal, o mimimi de sempre.
Aí resolvi ver qual era o motivo pra tanta confusão. E eis aqui a heresia dele:
A todos os que se sentiram ofendidos com ele, eu gostaria que enfiassem um dedo no rabo e rasgassem até à testa. Sério, façam-no agora, antes que mudem de idéias.
Ofendidinhos porque um comediante falou que no rio tem strippers e cocaína? Vão procurar o que fazer, bando de imbecil. O Rio de Janeiro já deixou de ser Cidade Maravilhosa há muito tempo. A paisagem continua lá, linda como sempre, mas pra poder apreciá-la é preciso subornar 15 PMs, pedir escolta de traficante, vestir um colete à prova de balas e, com se estiver se sentindo com sorte, vai conseguir levar uma máquina fotográfica descartável.
Façam-me o favor!
“Audácia! Ele disse que no Rio tem strippers!”
Mas hein? Alguém duvida que um dos maiores cartões postais do Brasil sejam as mulheres? Alguém ainda é inocente tapado a ponto de achar que a beleza do Brasil são as matas, o céu, e a vida selvagem?
Faz assim então: compara o número de turistas por ano na Amazônia e Pantanal juntos com o número de turistas só em fevereiro pro Rio, no Carnaval. Pode comparar.
Vão à merda, hipócritas! E drogas? Quem fez lobotomia recentemente para ficar ofendido quando alguém diz que no Rio tem drogas? Há dúvida? Há dúvida que o Rio (assim como São Paulo) sejam dos maiores centros de consumo de droga da América Latina? De onde vem esse orgulho patriota cego de repente?
É como se fosse um grande segredo, e o Robin Williams ao dizê-lo na TV fizesse “má publicidade” do Rio…
Antas, segredinho aqui com o titio Mytho: todo mundo já sabe que o Rio tá na merda. São Paulo idem. Liga a TV aí, vai ver o telejornal. Faz uma estatística de notícias boas e ruins. De notícias ligadas à droga, de notícias de morte, e compara com as notícias boas, de progresso e prosperidade. Arranca fora essa máscara verde e amarela, que ela já tá suja de baton barato de stripper e pó.
Aí nego vem com o papinho de “ah, mas ele é estrangeiro. Não pode falar do Brasil, é ofensivo”. E com esse comentário, fulano se enterra ainda mais.
Aposto que 90% das pessoas que ficaram ofendidinhas com o comentário dele começaram no minuto seguinte a falar mal dos EUA. “Quem é ele pra falar? Os americanos são isso, são aquilo…”
Larga mão de ser egocêntrico, bando de tosco. Os EUA são um país conhecido por fazerem piada com eles próprios, e também com os outros! Qual é o problema? Ele utilizou um fato conhecido por todo o mundo para fazer uma piada, e quer saber? AS PESSOAS RIRAM!
Epic win! O comediante fez as pessoas rirem, e um bando de reprimidinho ficou ofendido e desconfortável. Melhor ainda! O trabalho do comediante é incomodar as amebas e fazer as pessoas de bom senso rirem. Comedy Win!
E o pior de tudo é que já vimos esse filme antes…

No episódio “Blame it on Lisa”, dos Simpsons, o Homer é assaltado por um taxista, diz que os meninos brasileiros são pequenos hitlers, tenta atravessar uma rua, mas não consegue porque tá cheia de jibóias, ratos e jacarés, e vê macacos por toda a cidade.
Aí veio o FHC e meteu o pau no programa. NOS SIMPSONS! DESENHO ANIMADO!
Porra, aí nego reclama da fama que tem lá fora.
Não sejam limitados. Não dá futuro.
O Rio de Janeiro continua lindo, mas esse tipo de reação a uma piada mostra que cada vez mais é só a paisagem mesmo…
Get a life.
E para quem gosta de jogos, está na hora de revelar aqui o meu vício desde Setembro de 2008:
Eve Online, um MMORPG que decidiu não seguir os mesmos padrões que os outros clássicos do mesmo gênero (WoW, FFXI, etc).
O Eve online conta a história em que a humanidade, na conquista espacial, encontrou um Wormhole que a levou diretamente a um novo universo, ao qual chamaram New Eve.
Durante anos a fio, o tráfego entre a Terra e os planetas de New Eve era próspero e, como dizem nos filmes, “life was good”. De repente, o Wormhole fecha. Acabou-se o contato com a Terra para as pessoas de New Eve. Novos governos são criados, e quatro raças começam a tomar forma. Os Caldari, os Gallente, os Amarr e os Minmatar, cada um com suas vantagens, e cada um com suas desvantagens. E é aí que a gente entra. Escolhemos uma raça, a nossa casta, e entramos em New Eve, para fazermos absolutamente qualquer coisa que nos der na telha.
Tá afim de ser minerador e passar seus dias na vastidão do espaço encontrando e explorando asteróides para abastecer a indústria local? Compre uma nave mineradora e boa sorte!
Quer ser industrial e receber o minério dos mineradores, construir produtos (módulos, naves, baterias, bens de consumo, armas, munição, etc) pelo menor preço? Sua escolha.
Tá afim de ser comerciante e criar suas próprias rotas comerciais, fazendo o transporte de mercadorias para mercados carentes? Todo seu.
Talvez seu sonho seja então entrar numa corporação que se dedica a fazer missões (no WoW conhecidas como Quests), destruindo naves NPCs sem dó nem piedade. Arme sua nave, seu espaço está garantido!
Ou quem sabe você prefira explorar o espaço. Nem tudo o que existe em New Eden está mapeado, e cabe a você descobrir belts de asteróides, estações NPC, destroços com módulos raros, anomalias cósmicas lucrativas, ou até mesmo novos Wormholes, conhecidos por darem muito dinheiro, tanto a mineradores quanto a combatentes e exploradores. Mas cuidado, neles vivem os Sleepers, que se desviaram do modo humano de ser…
E por fim, talvez você ache que o seu lugar é no topo da cadeia alimentar, e o seu desafio seja em combate contra outros players (PvP). Talvez você decida que nasceu para ser pirata. Ou talvez um caçador de piratas. Ou até mesmo se alistar no serviço militar de sua raça.
Ou talvez você queira testar tudo o que eu acabei de descrever, com apenas um char. Não há limites, não há nada que te impeça.
Tudo isto é passado dentro de UM server. Quero dizer, um array de servidores, provavelmente, mas sem realms. Não tem “Universo A”, “Universo B”, “Universo C”. New Eden, apenas. Ao se cadastrar você estará no mesmo ambiente que todos os outros players (mais de 300 mil, mas em média 40 mil online simultaneamente).
O Eve é o único MMORPG que eu já ouvi falar com histórico de batalhas épicas entre milhares de jogadores simultaneamente no mesmo espaço. Nas guerras entre alianças é possível encontrar entre 1000 a 2000 players DE CADA LADO. Já imaginou estar numa batalha de 4000 naves? O server aguenta, e lida muito bem com efeitos do lag, caso você esteja se perguntando.
Evoluindo seu Char
No Eve, assim como em qualquer outro MMORPG, você começa burrinho. Suas habilidades são poucas, e sua experiência nenhuma. É preciso aprender, é preciso saber o que fazer. Mas ainda assim o Eve consegue ser diferente. Para você ter acesso a novas naves, armas, tecnologias, tudo o que você precisa fazer é comprar um item chamado Skillbook, e mandar seu char “aprender” aquela skill. Nesse momento começa um countdown, e você pode até mesmo fechar o jogo, que o tempo continuará correndo. Essa é a parte boa. Você não é obrigado a passar horas e horas na frente do PC “evoluindo” um char, ele evolui sempre, o dia todo, todos os dias, desde que você não se esqueça de lhe dizer o que treinar sempre que o treino atual acabar (ou pelo menos 24 horas antes de acabar).
E então o termo “experiência” ganha todo um novo significado em termos de MMORPG. O conceito antigo passa a se chamar SP (Skill Points), e o termo “experiência” agora significa o que realmente é: o seu know how de como reagir em cada situação, e isso não pode ser quantificado, e cabe a você adquirí-la, jogando. Porque não adianta ter milhões de SP, se não souber o que fazer quando a garapa azedar.
Mas vou parar de falar. O vídeo abaixo é feito somente com imagens de gameplay e explica por alto o jogo. Você pode selecionar as legendas e pedir para traduzir para português, se seu inglês estiver enferrujado.
Efeito Borboleta. Cada ação, por menor que seja, pode despoletar efeitos magníficos do outro lado do universo. Ou catastróficos.
Quanto custa?
Quando eu pagava, me custava 38.85 euros a cada 3 meses. Quantos mais meses você comprar de uma só vez, mais barato fica. E sim, eu disse “quando eu pagava”. Chega um determinado ponto em que você já faz grana suficiente no Eve, e você pode pagar seu char com esse dinheiro (280 – 300 milhões de ISK por mês). Eu já parei de gastar grana real e agora o meu char Popolytho se sustenta, que eu não tenho filho barbado pra ficar pagando navinha pra ele brincar de tirinho no espaço.
Mas se você não tem certeza de querer entrar nesse mundo, você pode se cadastrar (sem dar nenhum número de cartão de crédito) e jogar de graça durante 14 dias ou, se você me pedir carinhosamente por e-mail (popolytho [arromba] gmail [pontinho] com) eu posso te enviar um convite para 21 dias na faixa. E nesse caso, se você resolver ativar sua conta e começar a pagar, eu ganho 30 dias adicionais na minha conta, o que é sempre um bom negócio e me poupa 290 milhões, que dá pra comprar uma battleship já toda fitadinha com módulos Tech 2)…
Atenção: Só posso enviar 3 convites por mês, por isso se for pra pedir, é melhor se apressar… senão, só mês que vem…
E já agora, no próximo dia 1 de Dezembro teremos a nova expansão do Eve, chamada Dominion, que vai trazer naves novas, e algumas mudanças na mecânica do jogo. Vídeo abaixo:

NBC, muito obrigado pelo presente de aniversário!
Se você não viu o último episódio da 2ª série, contenha-se e não dê play!