Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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Anatomia de um acidente

February 22, 2009 By: Mytho Category: Utilidades 9 Comments →

Eu não sou muito de fazer reposts, mas este me impressionou, e por isso repasso. Se preferir ler o negócio a partir da fonte, em inglês, por favor não hesite em clicar aqui.

A revista Drive da Austrália resolveu mostrar o que acontece, passo a passo, quando acontece um acidente em um Ford Falcon XT sedan, quando atingido por outro veículo a 50Km/h na porta do motorista.

falcon crash test

0 milisegundos – Um objeto externo encosta na porta do motorista.

1 ms – O sensor de pressão da porta detecta uma onda de pressão.

2 ms – Um sensor de aceleração na coluna C atrás da porta de trás também detecta a colisão.

2.5 ms – Um sensor no centro do carro detecta as vibrações da colisão.

5 ms – O Computador de colisões do carro verifica se a colisão é insignificante, como por exemplo um carrinho de supermercado ou um contacto acidental. Ele ainda está trabalhando na severidade da colisão. A estrutura de intrusão da porta começa a absorver energia.

6.5 ms – Sensor de pressão da porta registra picos de pressão.

7 ms – Computador de colisão confirma um acidente sério e calcula as ações.

8 ms – Computador envia um sinal de “ativar” para o airbag lateral. Entretanto, a coluna “B” começa a amassar para dentro e a energia começa a ser transferida para um sistema de amortecedores de colisão através do carro, por baixo do motorista.

8.5 ms – Airbag lateral é ativado.

15 ms – O teto começa a absorver parte do impacto. Airbags saem do estofo dos assentos e começam a encher.

17 ms – Sistema de amortecedores de colisão por baixo do motorista atinge capacidade máxima. Os airbags cobrem o peito do ocupante e começa a empurrar o ombro para longe da zona de impacto.

20 ms – Porta e a coluna “B” começam a empurrar o assento dianteiro. Airbag começa a empurrar o peito do motorista para longe da zona de impacto.

27 ms – A velocidade do impacto caiu para metade, de 50Km/h para 23.5 Km/h. Um “bloco de pressão” no assento empurra a pélvis do motorista para longe da zona de impacto. O airbag começa a esvaziar controladamente.

30 ms – O Falcon absorveu toda a energia da colisão. O airbag permanece no lugar. Por um breve momento, o motorista experiencia uma força igual a 12 vezes a força da gravidade.

45 ms – O ocupante e o airbag movem-se juntos com o lado em deformação da estrutura.

50 ms – O computador de colisão destranca as portas do carro. A célula de segurança do passageiro começa a reagir, empurrando as portas para longe do ocupante.

70 ms – Airbag continua a esvaziar. O ocupante move-se para o meio do carro.

Engenheiros classificam a colisão como “completa”.

150-300 ms – Motorista toma consciência da colisão.

O vídeo do teste pode ser encontrado aqui. Eu não consegui ver com o firefox, teve que ser com o IE.

É impressionante. Enquanto você ainda pensa que está dirigindo tranquilamente, o carro já fez as contas, tomou as devidas precauçoes, salvou sua pele, colocou talquinho na sua bundinha, e já tá cantarolando alegremente. Só depois você percebe o que aconteceu.

Fui só eu que fiquei com vontade de comprar um Falcon?

Traumas móveis

January 15, 2009 By: Mytho Category: Rotina 11 Comments →

Quando dentro de um carro, eu sou um cara pacífico, porém alerta.
Não me entendam errado:
Já participei de rachas, pegas, já puxei muito cavalo de pau, tirei fina, colei na bunda do carro da frente, dei chicotada de um lado do outro da rodovia e até mesmo cheguei ao ponto de travar uma feroz guerra de paintball entre 2 veículos em plena Lapa, em SP, a meio da noite (pensou se a polícia passa na hora e vê um carro atirando no outro? Era pra um de nós estarmos numa cova uma hora dessas, mas enfim).

Tendo exposto aqui meus podres a 4 rodas, vamos aos fatos.

Hoje esteve um dia muito chuvoso e as ruas e estradas estavam ensopadas. Daquelas que se você andar a 10 metros do carro da frente, o spray é tanto que você fica cego.
Aí eu não estava dirigindo, e o cara que estava dirigindo fazia a sua performance de dublê de filme de perseguição policial no melhor estilo “Máquina Mortífera XII – Asfalto Molhado Pegando Fogo”.
Então, muito pacificamente e com voz zen, anunciei:

- Meu camarada, usa o pedal do meio porque eu acho que o chão tá meio húmido…

Chuva
Acho que tá garoando…

Reparem bem no argumento do elemento (rima not intended):

- Que nada, ontem a gente tava aqui mesmo nessa estrada a 170, hoje só estamos a 140…

Quer dizer então que só porque no dia anterior a gente quase se matou a 170 por hora no chão seco, estava tudo bem em hoje quase se matar a 140 no molhado? Será possível que ninguém nunca tenha ouvido falar em aquaplanagem? Será possível que existam pessoas que não sabem que às vezes basta um toquezinho no freio para o carro começar a ganhar velocidade descontroladamente até encontrar o primeiro sólido que, através de uma lei da física que dita que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço (excluindo metrô Sé em hora de rush), se transformaria em pedacinhos de humanos marinados em combustível automotivo e salteados com metais, estofos e vidros?

Aí inventei pra ele uma história de que um dia quase tinha morrido num acidente à chuva e que tinha trauma. Ele pareceu acreditar e reduziu a velocidade. Aí, do nada, o fulano me tira um cigarro de dentro do bolso, acende, e começa a fumar. No carro. Do meu lado. Vidro quase fechado. POR CAUSA DA CHUVA. Aí não aguentei. Peidei.
Se é pra eu sentir o fedor dele, que ele sinta o meu também. Aí ninguém se respeita e ficamos quites.

Adrenalina no asfalto

July 29, 2008 By: Mytho Category: Fato Verídico, Rotina 17 Comments →

Lá acordei eu, atrasado e ensonado para vir para o trabalho.
Acorda, banheiro, roupas, mochila, boné, chave de casa, chave do carro, beijo na patroa, beijo na gata, rua.
Entra no carro, liga carro, abre vidros, mete CD no máximo, e vamo nessa. Procedimento normal, em um dia normal.

Aproximadamente 3 minutos depois, em uma grande reta, eu vi um carro branco vindo na direção contrária e fazendo uns movimentos “agressivos”, meio em zig-zag. Foi quando eu percebi que na realidade os movimentos eram mais “sem controle” do que “agressivos”, ou seja, eu estava presenciando um carro a alta velocidade, sem controle, vindo na minha direção.

Instintivamente, pé no breque. Mas ABS é coisa de rico, e eu não tenho isso não sinhô. O carro branco (que se revelara uma van familiar velha) muito menos.
Puxo pela cabeça uma solução rápida para parar o carro no menor espaço possível antes de tomar a cacetada de frente.

Lembrei daquelas aulinhas básicas de condução defensiva/ofensiva que tive moooointos anos atrás. Olhei no retrovisor, não vinha ninguém. O trânsito que vinha na minha direção havia parado para não baterem no descontrolado, por isso eu tinha a estrada livre para ocupar as duas pistas. Mão no freio de mão, volante pra esquerda, e seja o que INRI quiser. INRI quis e eu parei o carro, de lado no meio da estrada. Estava me preparando para acelerar pra sair da frente da van, quando o motorista finalmente saiu da estrada e foi de frente com uma árvore. Tirei o carro do meio da estrada, saí correndo na direção da árvore.

Ao me aproximar do carro, vejo que o motorista está tentando abrir a porta e não consegue. Sem pensar duas vezes, enfia um soco no vidro, que quebrou em pedacinhos. O cara me sai de lá de dentro com um bebê no colo.
Dou a volta pro outro lado do carro e ouço o choro histérico de alguém. Uma mulher, que também tenta sair. Consigo abrir a porta pra ela. Pai, mãe e criança chorando, um abraçando o outro. Consegui ver que os adultos estavam bem, mas o bebê com um vermelhão na cabeça.

- Entra todo mundo no meu carro.

Entraram, e dei a volta pra trás, na direção do PS mais próximo. O caminho até lá foi com os três chorando, o cara dizendo pra ela que “eu te avisei pra você não sentar de lado no carro” e ela gritando pra ele “já te falei que ele devia ir sempre na cadeirinha”. Obviamente, com a gritaria dos dois, a criança só podia gritar ainda mais alto (fora o susto e a dor).

Deixei os três no PS e vim para o trabalho. Esperemos que a criança esteja bem, e que tudo não tenha passado de um susto.

Eu não vou sequer fazer considerações e entrar aqui em discussões de quem teve culpa de quê. É claro que ambos tiveram culpa, é claro que ninguém deveria dirigir àquela velocidade, é claro que ninguém se despistou de propósito, e é claro que estas coisas acontecem.

Errado mesmo foi virem gritando na frente do bebê, que já estava assustado o suficiente. Errado mesmo foi terem vindo discutindo, em vez de abraçados pelo outro estar bem. E mais errado ainda foi eu estar talvez tão nervoso quanto eles os dois e não ter mandado eles calarem a boca, pelo bem do menor.

Enfim.

Inclusão Digital

July 23, 2008 By: Mytho Category: Rotina 2 Comments →

Aí o Seu Franciso, lá de Ohio, Maçaxuçetis, resolve vender o carro.
Aí ele anda pra lá e pra cá com um papelzinho com o número do celular dele: “vêndiçe”

Ao não conseguir vender o carro, vai no buteco e pergunta para os camaradas de cana. “comofas\\”

Eles respondem. “Vai na interweb! Minha filha até arranjou namorado na invernet! Com certeza você consegue vender o carro lá também!”

Seu Francisco gostou da idéia. Foi na padaria, único lugar no bairro que tinha um pc com net, levou um disquete de 5 1/4 com a única foto que ele tinha do carro e postou:

Vendedor
Tradução do texto: “1999 ACURA INTEGRA – Muito limpo, capotou apenas uma vez, menos de 60k…etc etc etc”

Seu Francisco é gente que não mente.

Peça única

July 10, 2008 By: Mytho Category: Video 13 Comments →

Para você que não entende inglês, basicamente o véio tá falando que aquela peça preta é única e que não existe nada parecido no mundo.

O cara ainda vai dizer “f*ck”, mas muda de idéias e apenas lança um inocente “sh*t”. Embora o apresentador tenha dado risada, aquilo não é NADA comparado com o que eu faria se eu tivesse ali do lado. Eu acho que eu teria mijado nas calças ali mesmo enquanto fazia o clássico movimento “top top” com as mãos.

Top Top

P.S. Que diabos seria aquela porcaria?



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