Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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NãoPodCast #1 – Vacalhau e Caipirinha

May 17, 2009 By: Mytho Category: NPC 15 Comments →

E tá feita a bosta. Um podcast.

NPC

O primeiro NãoPodCast (Vacalhau e Caipirinha) saiu do forno, depois de algum tempo de molho devido a problemas técnicos.

Eu e Mr. Gabriel falamos sobre a terrinha que nos acolheu em épocas diferentes, seu povo, hábitos e mulheres (lógico).

Ao fundo, trilha sonora de Tool e de Sukuru/Inmyths/Hage, projeto do qual faço parte agora com o Mr. H.

Ouçam diretamente do site aqui ou download aqui.

Se haverá sequela ou não, depende somente do seu feedback (ou não, posso decidir fazer de todo jeito e você que se lasque).

Estamos também abertos a novos temas e novos participantes para o futuro. Manda mail, comenta, envia grana pra minha conta, me ofereça um carro novo, iate, jatos…

Segurança, vôos, e outras coisas incompatíveis

September 03, 2008 By: Mytho Category: Rotina 14 Comments →

Vamos falar um pouco sobre a Iberia, essa gigante espanhola que faz vôos para o Brasil regularmente e que, por motivos econômicos, foi a escolhida para a viagem ao Brasil e volta.

Na ida, sem problemas. Nos avisaram no aeroporto “cada pessoa pode levar 23 Kg”. Maravilha. Fomos com duas malas, ambas meio vazias, para que na volta pudessemos vir com ambas cheias de muamba comprada em terras tupiniquins.

Escala no aeroporto de Madrid, Barajas (2 dias antes do acidente com o vôo da Spanair), e então, finalmente, São Paulo.

Por muito que me custe falar bem de espanhóis, devo dizer que o vôo de ida foi perfeito, tanto em termos de serviço como em termos de cumprimento de horários. Até mesmo os problemas de pressão nos ouvidos que eu costumo ter não estiveram presentes desta vez. O meu muito obrigado ao comandante por pensar nos passageiros e iniciar o processo de descida antecipadamente, fazendo com que este fosse mais lento e, logo, mais tolerável aos ouvidos.

Mas a volta…. ah, a volta…

EMPRESA MALA COBRA PELA MALA

No aeroporto de Bagulhos, em São Paulo, fomos ao check-in (ou como eu gosto de chamar, o chequinho).
Lembram lá no início que eu falei 23 Kgs por pessoa? Então.
Primeira mala na balança: 26 Kgs
Segunda mala na balança: 17 Kgs

Vamos brincar de matemática. Duas pessoas, cada uma com direito a 23 Kgs.

23 + 23 = 46 -> peso que podíamos levar.
26 + 17 = 43 -> peso que queríamos levar.

43 < 46, logo tudo estaria nos conformes.

"Senhor, a mala está com sobrepeso. Será cobrado excesso de bagagem" - disse a checadora do chequinho, me colocando em cheque.
Tentei argumentar com as contas acima, que não a convenceram.

"Senhor, são regras da empresa. Recomendo que tire 3 quilos de uma mala e coloque na outra."

Acontece, minha cara cara-de-batata, que as duas malas foram meticulosamente programadas, projetadas e concebidas para estarem com aquele conteúdo exatamente, para que houvesse proteção aos itens comprados durante as férias. Ou seja, remanejar o conteúdo demoraria tempo que nós não tínhamos.

- Quanto é o excesso de bagagem? - Perguntei, com resolução. Afinal de contas, 3 Kgs a mais não podem ser assim tão caros, não é mesmo?

- Cinquenta EUROS, senhor.

Retirei lentamente a faca de minhas costas, reprimi uma lágrima no canto do olho, suspirei, esbofeteei mentalmente aquela criminosa duzentas vezes, e então ela jogou a bomba derradeira:

- Se o senhor tiver outra mala, pode passar algum conteúdo para lá também.
- Mas não são 23 Kg por pessoa?
- Não, são 23 Kg por mala. Duas malas por pessoa.

Pára. Pára. Pára o universo, que eu tô com cãimbra.

- Então cada pessoa pode levar na realidade 46 Kgs, desde que dividido em duas malas de 23?
- Isso.
- Eu posso levar DUAS malas de VINTE E TRÊS QUILOS, mas não posso levar UMA mala de VINTE E SEIS?
- Exatamente.

Vamos fazer 5 segundos de pausa para refletir sobre isto.

...

...

Fez sentido agora?
Nem pra mim.

Chamada a supervisora da Iberia, o papo foi o mesmo. "Eu só cumpro regras, senhor. Eu sou uma otária, senhor. Eu mereço 500 chibatadas, senhor. bla bla bla bla"
No fim das contas, ela nos deixa com um "pode reclamar no site".

Ah claro. Depois de pagar tudo vou reclamar. Aí vai chegar um e-mail pra tiazinha da faxina na Iberia, que vai olhar, dar risada, fazer forward pra 500 amigos, e sonhar com a loteria. Obrigado, não.

Resolvemos utilizar um saquinho de pano que eu estava utilizando para levar 2 pipas que meu pai havia comprado. Sim, meu pai me deu 2 pipas do batman, dessas que se vendem em semáforo. É apenas para você ter noção da idéia que meu pai faz de mim, agora aos quase 30 anos de idade. Antes pipa que bengala, é o que eu digo.

Abrimos a mala pesada, passamos 4 Kg de roupa para dentro do saco, e levamos ele na mão.
Sim, nós andamos por 3 aeroportos internacionais com um saco de pano transparente cheio de roupa dentro. Não dá pra parecer mais mendigo que isso.

Chegamos a Madrid atrasados, e obviamente perdemos o vôo de conexão para Lisboa. Tudo bem. Fomos ao balcão de atendimento da Iberia e nos deram um novo vôo, para dali a 3 horas e meia. Também nos deram um vale-rango em um restaurante do aeroporto, como forma de compensar.

Fomos ao terminal onde íamos embarcar e tivemos que passar pelo detector de metais. Segurança em primeiro lugar, obviamente.
Passando a mochilinha da loira que estava comigo, eles decidiram abrir a mesma, pois havia algo suspeito lá dentro.

O que seria?
Um gel? Um líquido? Uma pasta de dentes?
Não.

Um canivete de metal. Um c-a-n-i-v-e-t-e. Faca. Instrumento de corte. Arma branca.
Minha digníssima tentava passar pela polícia espanhola com uma arma branca na mochila. :o

Meia volta, sai do terminal, vai no chequinho espanhol, e despacha mochilinha junto com as malas.

Volta pro terminal, passa de novo pelo detector de metais, e finalmente conseguimos chegar ao maldito restaurante "ARS" e almoçar decentemente na faixa.

Na volta para Lisboa, o comandante do MD-88 tava com pressa pra descer. Embicou o bicho pra baixo e dá-lhe chiclete para não explodir os tímpanos com a pressão. Eu devia parecer uma máquina de mascar, ali sentadinho abrindo e fechando a boca e forçando bocejos para manter a dor longe de mim.

Assim, meu caro companheiro, da próxima vez que for viajar, lembre-se de ler BEM as políticas de bagagem e de preferência deixem os canivetes dentro da mala no check-in.

Já eras, férias…

September 02, 2008 By: Mytho Category: Rotina 14 Comments →

Tudo que é bom acaba rápido, e lá se escoaram as minhas férias em terras tupiniquins.
De volta a Portugal, tento organizar e decorar cada momento destas duas semanas que foram, no mínimo, diferentes.

Ainda tenho e-mails para responder, contas para pagar, fotos para baixar pro pc, e muito o que contar por aqui.

Por enquanto limito-me a dizer “voltei”. A todos os macumbeiros que tentaram fazer os aviões em que estive cair, fica aqui o meu “ah, deixa disso, seu bosta!” muito sincero.

Até logo, com muito mais notícias. ;)

Na terra da garoa

August 18, 2008 By: Mytho Category: Rotina 12 Comments →

Pois é criançada, estou finalmente em Sampa City e sem net.
Ficarei até o fim do mês, e portanto os posts serão um pouco mais esporádicos do que o costume.
Tentem não se suicidar durante estes dias.

De vez em quando eu venho aqui ainda para dizer um oi e ver os numeros dos feeds despencando.

Ah, e dia 22 tem Hopi Hari. Quem tiver aí de bobeira coçando os bagos, pode aparecer por lá. Deixe comment pra marcar paradinhas.

E era isso então.

Euro 2008

June 13, 2008 By: Mytho Category: Cronica 2 Comments →

Euro 2008

Mais 4 anos se passaram e já estamos em pleno Euro 2008. Mais uma vez, a seleção que tem grandes chances de sair vitoriosa da competição é aquela que tem Felipão, Deco, e Pepe. Isso mesmo, acertou! Portugal! Ah, isso sem contar o Bosingwa. Todos grandes portugueses :D

Brincadeiras à parte, esta é a época em que o país inteiro pára e pelas ruas só se vêem bandeiras, camisetas e cachecóis da seleção portuguesa. Chega a ser comparável com o ambiente de copa do mundo. A cada gol, ouvem-se buzinas nas ruas, pessoal gritando em todos os andares do prédio, e a cobertura jornalística prolonga-se pela noite adentro, entrevistando torcedores que, amontoados, gritam “PUR-TU-GAL! PUR-TU-GAL!” e mandam beijos ao Cristiano Ronaldo, ao Deco e ao Nuno Gomes.

É também a época em que as pessoas se sentem mais confiantes. Para isso podem-se fazer apostas online, como por exemplo no Betclick, que anda oferecendo 20 euros (50 reais) grátis na primeira aposta. Eu não sou muito de apostar, mas confesso que a tentação é grande, ao ver a seleção devorando os adversários. Quem sabe. Mas divago.

A questão agora é que o Felipão confirmou que vai pro Chelsea depois do Euro. Aí você vai nos fórums e vê o povo descendo a lenha nele, falando que o Felipão não presta pra nada mesmo, que não faz falta, que é macaquinho da imprensa, e que é péssimo treinador.

Permitam-me discordar, caros amigos, mas vocês comeram cocô? Bateram a cabeça?

Dá uma olhada no vídeo abaixo. Eu te desafio a não sentir um arrepio. Eu te desafio a banalizar a violência das emoções que o vídeo carrega.

E não adianta negar. Isto foi obra de uma pessoa e todos sabem quem foi. Felipão foi à televisão, aos jornais, ao cu do mundo, e pediu diretamente a todos os portugueses:

Vibrem, apoiem, torçam, pendurem bandeiras nas janelas, nos carros. Vamos pintar este país com as cores de Portugal. Vamos mostrar aos jogadores da seleção que eles não estão sozinhos em campo.

O resultado é o vídeo acima. Para cada jogo da seleção a cena se repetia. O ônibus ia o caminho TODO do hotel ao estádio no meio de um corredor humano que estavam ali a pedido de um treinador de um time que representava uma nação, a nação deles. Eu desafio qualquer um a me mostrar um vídeo de um Euro anterior ao de 2004 que seja remotamente parecido com este acima, em que as pessoas tenham se empenhado tanto para dar força e ânimo a 23 atletas.

Obviamente a responsabilidade não é apenas de Felipão, mas ele foi a gota d’água que faltava. Inclusive eu vi num site um português que disse “obrigado Felipão, por nos fazer patriotas”.

Hoje em dia, agora que já não faltam bandeiras por aí, é muito fácil se esquecer de como tudo começou. É muito fácil dizer “vai lá que ninguém mais precisa de você”. Infelizmente este problema não é só português. Aconteceu o mesmo no Brasil. Ele foi, ele peitou todo mundo, e mostrou que estava certo. Venceu a copa do mundo com um time consistente e convincente.

Aí quando saiu, “já vai tarde”, diziam os brasileiros.

A gente precisa é de mais treinadores como ele, que não apenas treinam o time, mas também trabalham com a torcida, com a imprensa, e com o que há de melhor dentro de cada um de nós.



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