Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
Subscribe

Roadkill

January 06, 2008 By: Mytho Category: Fato Verídico 6 Comments →

Ontem foi dia de ensaio da banda.
Não é aqui onde eu moro, é na pacata e litorânea cidade da Figueira da Foz, assim chamada por ser a foz do rio Mondego. Mas chega de geografia. Queremos fatos.

Fato #1 - Estava chovendo
Fato #2 - Havia neblina
Fato #3 - Eu tava indo devagar, meia hora mais cedo do que o necessário

Local: Rotatória em frente ao castelo de Montemor-o-Velho

Castelo de Montemor-o-Velho
Bonito, não?

Sequência dos eventos:

- Mytho aproxima-se da rotatória, olha para a esquerda para ver se já há algum veículo ingressado na mesma. Veículos nas rotatórias têm prioridade sempre, a menos que indicado o contrário. Não havia indicações contrárias.

- Mytho também olha para a direita, porque em Portugal a maioria dos condutores são… perigosos. Eu disse “A MAIORIA”. Se a carapuça não serviu, não me encha o saco, por gentileza. Obrigado.

- Mytho entra na rotatória. A partir desse momento Mytho tem a preferência.

- Mytho repara pelo canto do olho direito que algo não está como deveria. Há alguma coisa rápido demais vindo em sua direção.

- Após rotacionar a cabeça para o lado direito, o mistério é desvendado. Um veículo branco, derrapando, efetuando um bonito peão, totalmente descontrolado.

- O veículo branco sobe em cima da guia e agora vem na direção de Mytho em duas rodas. Mytho congela maravilhado com a cena.

- A poucos metros de atingir o carro de Mytho, o carro volta a cair nas 4 rodas e faz mais um peão

- A traseira do veículo branco finalmente pára, após colidir com a porta direta do carro de Mytho

Resultados:

O tiozinho do carro não parava de tremer, vai ter que pagar o conserto dos dois carros, eu fiquei com pena dele, porque é claramente desprovido de bens materiais (mas assim é a vida), cheguei atrasado ao ensaio.

E agora, para responder a pergunta que todos estão se fazendo:

- Sim, conseguimos tocar todas as músicas e o meu baixo está inteiro.

O dedo tecnológico

December 21, 2007 By: Mytho Category: Utilidades 1 Comment →

Você está dirigindo seu carro tranquilamente.

De repente, uma pessoa imbecil resolve te dar aquela fechada e você quase enfia a fuça no muro de concreto.
Passado o susto, você, obviamente, pessoa civilizada e educada, vai atrás do asno (também conhecido como “ás-no-volante”) e depois de passá-lo dando uma fina no carro dele, ainda começa a fazer gestos desesperados olhando pelo retrovisor e esperando que ele te entenda.

É frustrante, eu sei, porque a maioria das vezes a anta nem tá olhando para você e ainda está mexendo no rádio para tentar sintonizar decentemente aquela música sensação do Menudo, gravada em parceria com o Grupo Dominó.

Pois bem. Para estes casos existe solução.

Driving LED Emotion

O Driving LED Emotion permite que você se expresse à vontade para o motorista do carro de trás, sem ter que fazer mímica, colocar a cabeça pra fora (no bom sentido, é claro), ou executar condução agressiva para cima do domingueiro.

Com 5 mensagens diferentes, você pode agradecer, fazer gracinhas, ou simplesmente ofender a criatura desprovida de qualquer habilidade na arte de conduzir uma viatura motorizada.

Driving LED Emoticons
Emoções de trânsito

“Quanto?” - Pergunta você.
$30, respondo eu.

Trinta dólares e nunca mais tenha que enfiar o dedo pra fora do carro. :)
E também é um presente de Natal perfeito! :D

Para adquirir o LED, é só clicar aqui.

Este post não é pago e eu já vi este produto antes no Coisas.

Fora da Lei e da Estrada

December 04, 2007 By: Mytho Category: Cronica, Fato Verídico 4 Comments →

Este texto é a resposta ao meme do Guilherme. É claro que para o site da promoção eu tive que espremer a história em 500 caracteres.
Mas para os leitores deste site e da Papo de Homem, nada menos que os fatos completos! Espero que gostem ;)
Quem quiser continuar este meme, está convidado!

O ano é 1995.

Foi marcado um encontro do pessoal do pessoal do canal #Brasil do servidor de IRC DalNet no Rio de Janeiro. Eu e mais 3 amigos (um deles maior de idade e proprietário de um carro) nos pusemos a caminho.
A viagem correu bem, sem grandes percalços, até porque o condutor não passava dos 80Km/h.

Chegando lá, conheci o pessoal carioca no barzinho, conversamos bastante e, lógico, tinha lá no bar um PC com net pro povo ir falando com as pessoas no canal. Entretanto começo a falar com um amigo que ficou em São Paulo e que não tinha ficado sabendo do encontro (na época eram os chamados IRContros).
Diz ele: “Se aí tá tão bom assim, eu tô já.”
Como o cara era menor de idade, ainda tentei argumentar com ele que o preço da passagem de busão e trem estavam acima de nossas posses, mas não insisti demais porque ele era abastado, filho de empresário importante.

À tarde ele chega. Dirigindo. Menor de idade. No carro do ano importado do pai. Sem o pai saber. Com cara de safado e sorrindo, cumprimenta a galera e orgulhoso, vai espalhando pra meio mundo que roubou o carro do pai para estar ali, sem carta, sem autorização, sem grana.

O resto do dia aconteceu sem grandes novidades, fomos para a casa de uma amiga que nos estava acolhendo para tomar banho, comer um lanchinho, etc.

À tarde, a caminho do restaurante, eu estava no carro de uma amiga e ele no carro do pai, atrás de nós. Molequice pouca é bobagem. O animal resolve fazer macaquice com o carro, cantando pneu em segunda e terceira, derrapando, buzinando. É claro que bate o carro em mais 2 carros e entretanto atropela um pedestre.

Paramos mais à frente e, quando chego perto, ele está dando um soco no vidro da frente do carro, com raiva, xingando. O vidro quebrou com o soco e a mão dele começou a sangrar na hora.

Aí eu me deparo com a cena:

- Amigo xingando com a mão sangrando.
- Tiozinho deitado no asfalto sangrando e dizendo “eu tô bem, eu tô legal”
- Motoristas de mais 2 carros xingando e gritando e “aposto que nem tem carta esse moleque” e “devia ir pra cadeia” e “FEBEM NELE!”.
- Minha amiga tentando levantar o tiozinho que, entretanto, procurava um sapato que tinha perdido no acidente, e que eu vi que estava entalado na lateral do Mondeo do pai do meu amigo.

Como qualquer amigo que se preze após ver que estavam todos vivos e conscientes, adotei a postura que se fazia necessária: sentei no chão, chorando de rir.

O tiozinho lá conseguiu recuperar o sapato e, na beira da estrada descobrimos que ele era, obviamente e com a graça de Murphy, um policial.
Não parava de repetir “tudo bem, a culpa foi minha, eu atravessei sem olhar pros lados” até que descobriu que o meu camarada era menor de idade. Mal tomou conhecimento da informação, “vamos pra delegacia”.

Fomos. O meu amigo chorando, a minha amiga tentando consolá-lo, o tiozinho mancando e eu simplesmente porque não tinha mais onde ir.

Quando chegamos, o delegado pegou o depoimento de cada um dos envolvidos e perguntou ao meu amigo os dados do pai.
E foi aí que aconteceu o meu primeiro contato com a realidade brasileira.

Acontece, caros leitores, que o pai do meu camarada é diretor de uma multinacional muito muito muito (já mencionei “muito”?) conhecida.
Como dizem os russos, “Money Talks”, ou seja, “Dinheiro é Talco”, ou seja, em francês, “Eu posso, eu mando”.

O delegado engoliu em seco, e se trancou na salinha dele pra telefonar pro pai abastado do pequeno delinquente.
Pouco tempo depois, chega um helicóptero.

O pai dele sai de lá de dentro, entra na delegacia, não olha para a cara de nenhum de nós (nem mesmo do filho), cumprimenta o delegado, entra na salinha, porta trancada.

Sai de lá 10 minutos depois, olha pro filho e diz, muito lentamente, apontando pro helicóptero:

“Entra.”

Eu juro que tentei segurar o riso, mas tive mesmo que forçar um ataque de tosse que não enganou ninguém. O pai dele olhou pra mim como se eu fosse um pedaço seco de cocô de urubu e entrou no helicóptero.

Fiquei sem ter notícias do meu camarada durante 3 meses. Mais tarde fiquei sabendo que naqueles 10 minutos em que o pai dele esteve com o delegado, houve ali uma transação financeira de elevado valor para que a imprensa não soubesse de nada e para indenizar o policial e os condutores dos outros 2 carros.

Ah, bons tempos da minha juventude que não voltam mais…

Quer seguro? Então segura aqui!

October 18, 2007 By: Mytho Category: Cronica, Utilidades 1 Comment →

Muitos aqui não sabem, mas neste ano já fiz 4 coisas que considero importantes na vida de um homem:

1 - Fui passar 1 semana na República Dominicana, no sempre convidativo Caribe.
2 - Casei.
3 - Comprei um apartamento.
4 - Adotei uma gata.

Pois é. 2007 não está sendo um ano fraco, como podem perceber.

Mas quero falar do tópico 3.

Para comprar o apartamento tivemos (eu e ela) que fazer seguro da casa e seguro de vida. Não era opcional. Ou faz seguro ou o banco não empresta 1 centavo. Sem choro nem vela.

Hoje em dia parece que para tudo é preciso seguro. Tem que ter seguro de saúde, senão não é atendido. Tem que ter seguro de vida, senão não compra casa. Tem que ter seguro de tudo. Até mesmo para os carros temos o tal do Seguro Obrigatório. Quer mais explícito que isso? TEM QUE TER.

Eu confesso que não entendo muito dessas coisas. Entendo de computadores, música, aviação, um pouco de física ali, um pouco de matemática aqui, mas para mim Seguro é coisa do demo.

Me lembrei que quando estive na República Dominicana, vi na televisão Americana toneladas de propagandas de seguradoras, para todos os tipos de pessoas, todos os tipos de situações.

Assim, arrisquei e entrei no Advantageauto Quotes, supostamente um dos grandes do mercado americano.

Aqui podemos ver alguns serviços “customizados” que eles fornecem (todos relacionados a seguro de automóvel):

Teen Driver Auto Policy:
Para você, que é adolescente, e tá sempre fazendo asneira. No site eles são compreensivos, dizendo “Nós sabemos que todos cometemos erros de vez em quando(…)Nós nos dedicamos a trabalhar com todos os condutores, e acreditamos que você consiga superar um histórico ruim e se tornar num bom condutor.”

Ou seja, você adolescente, portanto, você é um mané. Mas um dia você vira adulto e a gente quer te ter no barco quando isso acontecer. Até se dão ao trabalho de colocar no site conselhos para que nada de mal aconteça.

Classic Car Liability Insurance Best:

Ah, você, caro amigo, que tem um clássico (no Brasil seria um fusca ou uma kombi, talvez :D ), faça o seu seguro com a gente porque nós sabemos que esses carros são verdadeiros artigos de colecionador e não podem passar sem um seguro!
Mas como até americano às vezes tem vergonha na cara, eles em determinada altura chamam as suas taxas de “menos caras”. Tipo “nós temos as taxas menos caras do mercado!”. Isso deveria ser uma pista, creio eu.

Coverage For Sports Car:

Basicamente um seguro feito à base de planos para casos de incêndio, colisões, morte, riscos e pneus furados pelos dentes de algum pedestre que atravessava na faixa sem olhar para os lados (eles estão por toda a parte, esses demônios!!). Eles inclusive cobrem acidentes quando a culpa é sua! Simpáticos, hein? ;)

Eu nunca tive boa impressão de seguradoras. É claro que é bom você ter alguma garantia de que se algum dia você morrer ou ficar inválido, os seus filhos/esposa/família não vão ter ainda mais a preocupação de “quem vai pagar as contas do tratamento/funeral/festa de despedida do defunto”, mas passar daí a cobrar taxas colossais para um seguro de vidros de um carro (onde você passa mais de metade da vida pagando centenas de vezes o valor de um vidro novo, pra no fim utilizar 2 ou 3 vezes), é capitalismo abusivo.

E sim, eu já tive um vidro do carro rachado e NÃO TENHO seguro que cobre vidros, portanto tive que pagar. Sabe quanto? 250 euros pelo vidro novo e mão de obra. O preço da cláusula de vidro no seguro é de mais ou menos uns 10 euros a mais por mês. Acham realmente que eu tenho que trocar de vidro a cada 2 anos?

Ridículo.

Diário de Murphy

October 13, 2007 By: Mytho Category: Fato Verídico, Rotina 7 Comments →

Murphy viu. Murphy sabe que eu existo. Murphy é do cacete. Imaginem musica de Independence Day e leiam isto.

14 de março. 2001. São Paulo.
Dia 1

Mytho vai trabalhar.. de ônibus, pois é dia do rodízio de seu carro.
Mytho trabalha o dia todo que nem um animal.
Mytho TEM que ir pra faculdade de qualquer jeito, pois a matéria é embaçada.
Mytho se prepara para ir embora. Já são 17:50
Às 18:00 chefe de Mytho diz que ele tem que ficar até mais tarde. Mytho ri. Mytho argumenta.
Mytho vai embora às 19:00.
Mytho chega na facu para a segunda aula e percebe que na primeira aula teve prova surpresa. Mytho não ri.
Mytho pega carona até o carro, que estava no metrô carrão.
Mytho entra no carro.
Mytho liga o carro.
Mytho engata primeira.
Mytho acelera.
Mytho percebe que o pneu tá furado.
Mytho descobre que o estepe tá pior que o pneu que furou.
Mytho se dá conta que está numa rua cheia de traveco, e todos olham fixamente para ele.
Mytho se tranca no carro assustado e com medo, enquanto liga para casa e pede histericamente socorro pro irmão.
Vinte minutos depois, irmão de Mytho chega. Ele leva o pneu pro borracheiro. Mytho permanece no local. Assustado. Com sono. Com fome. Cheio de traveco perto.
Mais vinte minutos. Chega o pneu. Mytho troca o pneu rapidamente. Mytho estaciona o carro na garagem de sua casa.
Mytho vai dormir.

15 de Março. 2001.
Dia 2

Mytho acorda pra ir trabalhar. Mytho liga o carro.
Mytho sai com o carro do prédio.
Mytho segue pelo Tatuapé.
Mytho pisa na embreagem.
Mytho solta a embreagem.
A embreagem não volta.
Mytho começa iradamente a distribuir bicas agressivas e violentas na embreagem.
A embreagem continua no fundo do carro, impávida.
Mytho aciona o guincho.
Guincho chega.
Mytho&Guincho na oficina mecânica.
Mecânico anuncia a paulada pra manutenção do veiculo. Mytho tem ataque histérico no meio da rua e começa a dançar Rumba desvairadamente.
Carro na oficina.
Mytho no buso. De novo.
Mytho no trabalho. E daqui a pouco no buso. De novo.

MURPHY!!!!!! OBRIGADO!!! GLÓRIAS A TI, MURPHY!!!




Site Meter