A prova de que eu sou um gato
A minha gata Xica da Silva está no cio. Faz mais de um mês.
Pois é. 1 MÊS no cio. O problema é que o cio nas gatas é um processo muito mais psicológico do que físico. E ultimamente lá em casa reparamos em uma coisa interessante.
O “desespero” dela aumenta se eu ou o meu pai falarmos. Quando só tem mulher em casa, a gata passa o dia todo quieta, dormindo, passeando ou brincando.
A partir do momento em que eu ou meu pai entramos em casa e dizemos “oi”, ela começa a gemer e a miar em volumes absurdamente exagerados.
E pior, se a gente não tomar cuidado, ela se posiciona estrategicamente de forma a raspar suas partes quentes em nossos pés. Eu posso com um troço desses?
Já não posso brincar com a minha gata. Basta falar com ela, que ela começa a tremer, gemer e se roçar no meu pé, até ficar de costas pra mim, com o rabo levantado.
Eu sei o que você está pensando. É falta de p%#$ sim, mas a minha função de dono não vai até esse ponto. A missão agora é ir na farmácia, comprar um anticoncepcional para gatos (sim, isso existe), e depois que passar o fetiche dos pés, levar no veterinário e mandar aquelas trompas pro quinto duzinferno.
Aí, você, com pena da bichinha, me pede:
“Pôxa Mythão.. deixa a gata dar uma catimbada na moqueca! Vai deixar ela na vontade?”
Vou. Primeiro, não quero filhotes. Segundo, parte do processo de adoção da gata implicava que eu concordasse em esterilizá-la assim que possível. Eu concordo absolutamente com a filosofia. Quem quer gato, não precisa ficar pedindo pra amigo. Basta ir a uma associação qualquer que cuida de gatos de rua, e escolher um, de qualquer idade, grátis.
Eu fiz isso. Com 1 mês e meio, a Xica já estava lá em casa.
Tá afim de adotar um animal de estimação? Simples.
No Brasil - Central de Adoção Animal
Em Portugal - Associação Agir Pelos Animais




