Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
Subscribe

O Santo Graal

November 08, 2008 By: Mytho Category: Rotina 5 Comments →

E graças ao Kamael, que a partir de agora é o meu leitor preferido, foi encontrada uma evidência neste site:

O leite da vaquinha marrom.

Entrem no site e leiam os comentários. Vai até te dar depressão por não ter conhecido… :D

EU NÃO ESTOU LOUCO!

November 07, 2008 By: Mytho Category: Video 18 Comments →

A prova finalmente!!
Toda vez que eu falo pra alguém que eu amava Brown Cow quando era moleque, a pessoa olha pra mim com cara de interrogação.

“Brown Cow? Que é isso?”

Porra, o achocolatado!!! Pra colocar no leite!! O Leite da Vaquinha Marrom!! Não lembra?

“Nem faço idéia”

O LEITE!!! DA VAQUINHA!! MARROM!!! No comercial da TV o carinha pegava na embalagem de Brown Cow, chacoalhava, e ela fazia o barulho do sininho no pescoço da vaquinha! (quantas e quantas vezes eu balancei aquela embalagem tentando ouvir a porcaria do barulho que fazia na TV)

Nada. Ninguém conhece, ninguém ouviu falar, ninguém sabe o que é.

Aí eu ia na net, dava uma googlada e nunca consegui achar uma mísera foto da embalagem de brown cow. Aí eu fui obrigado a aceitar. Se não tá no google, não existe e nem existiu. Me resignei e aceitei o fato de que Brown Cow é uma invenção da minha mente distorcida e fértil.

Até que

EU NÃO SOU LOUCO! COMO OUSAM CHAMAR NAPOLEÃO BONAPARTE DE LOUCO? JÁ PARA A GUILHOTINA!

Aposto que agora vai chover comentário dizendo que adoravam Brown Cow, e que se lembram perfeitamente, e etc e tal. Hipócritas. Onde vocês estavam quando eu quase fui levado à loucura?

Tender bites

August 08, 2008 By: Mytho Category: Rotina 3 Comments →

KissImage by patries71 via Flickr
Diz a lenda que, há alguns anos atrás, quando Mytho ainda era novinho novinho, mamãe Mytho tinha a mania de brincar com ele de “mãe leoa”.

Em que se baseava essa brincadeira? Muito simples… ela dizia “olha a mãe leooooaaa” e *NHAC* - tome mordida no meu braço.
Diz ela que eu tinha uns bracinhos tão fofinhos que não só dava vontade de morder, como ela cedia à vontade e mordia mesmo.

Durante anos ela brincou comigo de mãe leoa. Aí comecei a sair na pracinha do condomínio com ela pra ir brincar. E foi numa dessas belas tardes que eu fiz amiguinhos e amiguinhas, e resolvi colocar uma tradicional brincadeira em prática.

Nhac na molecada. Depois de alguns chorando, pequeno Mytho levou uns tapas na cabeça e nunca mais teve “mãe leoa” pra ninguém.

Pera lá… bronca tudo bem… parar de brincar tudo bem… mas dar uns cascudos em mim simplesmente porque eu repeti o que minha mãe me fazia há anos?

Alguém ainda me deve muitas explicações…

Piro Infanto Maníacos

April 28, 2008 By: Mytho Category: Cronica, Fato Verídico 10 Comments →

Essa é das antigas.
Dois irmãos sentados num quarto. Um deles chamado Mytho. Aproximadamente 6 anos de idade e muito tempo ocioso pela frente.

Na época tínhamos dois carrinhos de brinquedo. Um vermelho dos bombeiros e um branco da polícia, cada um com dois buraquinhos na frente, perto do vidro dianteiro. O funcionamento era simples:

- Colocar pilha nos carrinhos
- Ligar o interruptor dos carrinhos
- Pegar um mini galãozinho de borracha que vinha com os carrinhos e encher de água
- Jogar algumas gotinhas no buraquinho que tinha uma setinha de entrada

E pronto. O carrinho começava a andar, alimentado pela água. Para desligar o carrinho era simples:

- Esvaziar o galãozinho de borracha
- Introduzir o mesmo no buraquinho com a setinha de saída
- Apertar o galãozinho e observar ele se enchendo de água, ao esvaziar o interior do carro

E pronto. Sem a água lá dentro, o carrinho parava.

Voltamos então à cena anterior, onde os dois irmãos (um deles eu) estavam sentados em cima da cama, pensando em alguma coisa para fazer.

- Mytho, olha ali aqueles carrinhos! Lembra deles? Faz tempo que a gente não brinca!
- É mesmo! Ó ali a bombinha pra encher!
- Legal! Vou buscar um copo com água!

- Pronto, voltei… Mytho, pega o carro da polícia!
- Tó aqui.
- É pra encher, senhor?
- Sim, por favor!

- Mytho, o carro não tá andando.
- Claro, seu burro. Faltou ligar aqui o botãozinho.

*click*

- Mytho, o carro ainda não tá andando.
- Pega o do bombeiro então.
- Tá, mas o bombeiro sou eu.
- É pra encher?
- É sim! Deixa eu só ligar aqui o botãozinho!

*click*

- Pode encher!

- Mytho, ainda não tá andando.
- Poxa, a gente já ligou o botãozinho, já botou água… já sei! O carro do papai anda a álcool!!
- É mesmo! Vamos tirar a água dos carrinhos e colocar álcool! Aí vai andar!
- Vou buscar o álcool no banheiro! Vai tirando a água dos carrinhos!

- Ok, agora vai! Bom dia, senhor!
- Bom dia! Enche o tanque por favor!
- Claro senhor!

- Mytho…
- Vamos tentar o outro!

- Nada…

** Momento Eureka **

Mytho: Já sei! Vamos tacar fogo nos carrinhos! Aí a gente finge que teve guerra!
Irmão: Vou buscar os fósforos!

Minutos depois, o pai dos garotos, na sala, começa a sentir um cheiro estranho a fumaça.
Já com uma ponta de preocupação, corre na direção do quarto dos pequerruchos.
Ao abrir a porta, a confirmação dos medos.

Cada um sentado numa cama, olhando atentamente (e muito quietinhos) para a fogueira que se erguia no carpete do quarto, consumindo dois objetos disformes, um vermelho e um branco, ao lado de uma garrafa de álcool.

Para que nunca se esquecessem do dia em que quase morreram queimados, aquele carpete queimado ficou ali durante anos, até o dia em que mudaram de casa.

Moral da história: nunca deixem as pilhas dos brinquedos dos seus filhos gastarem (ou tenham filhos mais inteligentes do que eu

Ser popular

March 22, 2008 By: Mytho Category: Fato Verídico 8 Comments →

Diariamente somos bombardeados por filmes de adolescentes americanos em que tudo se baseia à volta da popularidade. É a menininha que fica amiga das populares só pra ser popular e pisa nos antigos amigos, só pra no final se arrepender, pedir desculpas em público, ganhar os amigos de volta, e ficar ainda mais popular que as outras, é o cara que quer aquela garota popular, e faz de tudo para pensarem que ele é outra pessoa, e no fim das contas, quando consegue finalmente a garota desejada, percebe que gosta mesmo é daquela nerd que o ajudou a ser popular, entre muitas outras histórias.

Popular
Só os populares comem as menininhas bonitinhas

No Brasil o concurso de popularidade começa ainda mais cedo.
Eu sempre fui tímido e, portanto, anti-popularidade. Não só era tímido, como sempre tive trauma de rejeição. Quer combinação mais catastrófica?

Pra você ter uma idéia, eu NUNCA fiz aquela brincadeira “Quem quer brincar de ….. põe o dedo aqui, que já vai fechar!” com medo de que ninguém quisesse brincar do que eu estivesse propondo. Atingiu a gravidade da situação?

Eu era um Mythinho solitário e invisível. Não estou me queixando, muito pelo contrário. Popularidade, ainda por cima quando adquirida desde cedo, pode ser prejudicial. Nego começa a achar que todo mundo baba ovo pra ele, fica insuportável, mimado e normalmente, pisa em quem tenta passar batido sem ser notado.

Graças aos céus e à genética de papai e mamãe, eu era tímido mas tinha cérebro, e nunca tive medo de usá-lo. A minha infância foi passada aqui em Portugal, lendo livros, gibis, jogando xadrez, damas, Trivial Pursuit, entre outros jogos que estimulavam o intelecto.
Calma, eu não sou o Geek Supremo Maximus Nerdicus Porky´s. A minha aula preferida na escola sempre foi Educação Física, e eu sei jogar todo e qualquer esporte minimamente popular que me disseres: futebol, volei, basquete, tênis, ping pong, baseball, futebol americano. Inclusive tive aulas de natação, judô e fiz Kung Fu até me faltar 2 meses para o exame da faixa preta (que não pude fazer, pois vim morar em Portugal :( ). Ou seja, eu sou nerd, mas tô longe de ser o bicho do mato que tem alergia ao ar livre e a esportes.

A minha popularidade sempre se limitou a círculos fechados, onde eu normalmente podia ser eu mesmo sem a parte da timidez. Descobri já bastante tarde que conseguia ser engraçado sem ter que me esforçar e que havia gente que gostava realmente de passar tempo perto de mim.

Eu era daqueles que sentava na primeira fila da sala de aula e, quando os “populares” tentavam tirar barato, a resposta era sempre rápida e humilhante, daquelas que fazia o pessoal gritar “VIXE VIXE ÔRRA ÔRRA EU NUM DEIXAVA! CHAMOU O PAI DE COXINHA, A MÃE DE EMPADINHA E COMEU OS DOIS!” - entre outras frases super bem boladas do pessoal na época.
Ou seja, eu era a pedra no sapato do pessoalzinho descolado. Por um lado, eu era o nerd que só tirava nota boa e que ficava sempre de fora nas festas e baladas. Por outro lado, eu era “terreno perigoso” porque não podiam me agredir fisicamente (eu não era o gordinho nerd típico, e a luta livre sempre foi um must lá em casa entre eu e o meu irmão), e também não podiam tirar barato com a minha cara, correndo o risco de receber uma resposta de volta desconcertante e humilhante.

Como conviver com alguém assim? Não mexendo com ele. Deixa ele quieto. Se eu não mexer com ele, ele também não mexe comigo.
E assim passei pela infância e adolescência. Invisível, porém intacto.

E você, era popular?




Site Meter