Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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Eve Online – Dominion

November 26, 2009 By: Mytho Category: Jogos No Comments →

E para quem gosta de jogos, está na hora de revelar aqui o meu vício desde Setembro de 2008:

Eve Online, um MMORPG que decidiu não seguir os mesmos padrões que os outros clássicos do mesmo gênero (WoW, FFXI, etc).
O Eve online conta a história em que a humanidade, na conquista espacial, encontrou um Wormhole que a levou diretamente a um novo universo, ao qual chamaram New Eve.

Durante anos a fio, o tráfego entre a Terra e os planetas de New Eve era próspero e, como dizem nos filmes, “life was good”. De repente, o Wormhole fecha. Acabou-se o contato com a Terra para as pessoas de New Eve. Novos governos são criados, e quatro raças começam a tomar forma. Os Caldari, os Gallente, os Amarr e os Minmatar, cada um com suas vantagens, e cada um com suas desvantagens. E é aí que a gente entra. Escolhemos uma raça, a nossa casta, e entramos em New Eve, para fazermos absolutamente qualquer coisa que nos der na telha.

Tá afim de ser minerador e passar seus dias na vastidão do espaço encontrando e explorando asteróides para abastecer a indústria local? Compre uma nave mineradora e boa sorte!

Quer ser industrial e receber o minério dos mineradores, construir produtos (módulos, naves, baterias, bens de consumo, armas, munição, etc) pelo menor preço? Sua escolha.

Tá afim de ser comerciante e criar suas próprias rotas comerciais, fazendo o transporte de mercadorias para mercados carentes? Todo seu.

Talvez seu sonho seja então entrar numa corporação que se dedica a fazer missões (no WoW conhecidas como Quests), destruindo naves NPCs sem dó nem piedade. Arme sua nave, seu espaço está garantido!

Ou quem sabe você prefira explorar o espaço. Nem tudo o que existe em New Eden está mapeado, e cabe a você descobrir belts de asteróides, estações NPC, destroços com módulos raros, anomalias cósmicas lucrativas, ou até mesmo novos Wormholes, conhecidos por darem muito dinheiro, tanto a mineradores quanto a combatentes e exploradores. Mas cuidado, neles vivem os Sleepers, que se desviaram do modo humano de ser…

E por fim, talvez você ache que o seu lugar é no topo da cadeia alimentar, e o seu desafio seja em combate contra outros players (PvP). Talvez você decida que nasceu para ser pirata. Ou talvez um caçador de piratas. Ou até mesmo se alistar no serviço militar de sua raça.

Ou talvez você queira testar tudo o que eu acabei de descrever, com apenas um char. Não há limites, não há nada que te impeça.

Tudo isto é passado dentro de UM server. Quero dizer, um array de servidores, provavelmente, mas sem realms. Não tem “Universo A”, “Universo B”, “Universo C”. New Eden, apenas. Ao se cadastrar você estará no mesmo ambiente que todos os outros players (mais de 300 mil, mas em média 40 mil online simultaneamente).

O Eve é o único MMORPG que eu já ouvi falar com histórico de batalhas épicas entre milhares de jogadores simultaneamente no mesmo espaço. Nas guerras entre alianças é possível encontrar entre 1000 a 2000 players DE CADA LADO. Já imaginou estar numa batalha de 4000 naves? O server aguenta, e lida muito bem com efeitos do lag, caso você esteja se perguntando.

Evoluindo seu Char

No Eve, assim como em qualquer outro MMORPG, você começa burrinho. Suas habilidades são poucas, e sua experiência nenhuma. É preciso aprender, é preciso saber o que fazer. Mas ainda assim o Eve consegue ser diferente. Para você ter acesso a novas naves, armas, tecnologias, tudo o que você precisa fazer é comprar um item chamado Skillbook, e mandar seu char “aprender” aquela skill. Nesse momento começa um countdown, e você pode até mesmo fechar o jogo, que o tempo continuará correndo. Essa é a parte boa. Você não é obrigado a passar horas e horas na frente do PC “evoluindo” um char, ele evolui sempre, o dia todo, todos os dias, desde que você não se esqueça de lhe dizer o que treinar sempre que o treino atual acabar (ou pelo menos 24 horas antes de acabar).
E então o termo “experiência” ganha todo um novo significado em termos de MMORPG. O conceito antigo passa a se chamar SP (Skill Points), e o termo “experiência” agora significa o que realmente é: o seu know how de como reagir em cada situação, e isso não pode ser quantificado, e cabe a você adquirí-la, jogando. Porque não adianta ter milhões de SP, se não souber o que fazer quando a garapa azedar.

Mas vou parar de falar. O vídeo abaixo é feito somente com imagens de gameplay e explica por alto o jogo. Você pode selecionar as legendas e pedir para traduzir para português, se seu inglês estiver enferrujado.

Efeito Borboleta. Cada ação, por menor que seja, pode despoletar efeitos magníficos do outro lado do universo. Ou catastróficos.

Quanto custa?

Quando eu pagava, me custava 38.85 euros a cada 3 meses. Quantos mais meses você comprar de uma só vez, mais barato fica. E sim, eu disse “quando eu pagava”. Chega um determinado ponto em que você já faz grana suficiente no Eve, e você pode pagar seu char com esse dinheiro (280 – 300 milhões de ISK por mês). Eu já parei de gastar grana real e agora o meu char Popolytho se sustenta, que eu não tenho filho barbado pra ficar pagando navinha pra ele brincar de tirinho no espaço. ;)

Mas se você não tem certeza de querer entrar nesse mundo, você pode se cadastrar (sem dar nenhum número de cartão de crédito) e jogar de graça durante 14 dias ou, se você me pedir carinhosamente por e-mail (popolytho [arromba] gmail [pontinho] com) eu posso te enviar um convite para 21 dias na faixa. E nesse caso, se você resolver ativar sua conta e começar a pagar, eu ganho 30 dias adicionais na minha conta, o que é sempre um bom negócio e me poupa 290 milhões, que dá pra comprar uma battleship já toda fitadinha com módulos Tech 2)…

Atenção: Só posso enviar 3 convites por mês, por isso se for pra pedir, é melhor se apressar… senão, só mês que vem…

E já agora, no próximo dia 1 de Dezembro teremos a nova expansão do Eve, chamada Dominion, que vai trazer naves novas, e algumas mudanças na mecânica do jogo. Vídeo abaixo:


Moleque sim, criança não!

August 30, 2009 By: Mytho Category: Cronica No Comments →

E praticamente não precisaria dizer mais nada, depois do título deste texto. Mas como nem só de bons entendedores vive o mundo, lá vai Mytho dissertar.

Não gosto de trabalhar. Eu e mais 100% da população mundial. Ninguém gosta de trabalhar.

- Ah Mytho, eu gosto…
- Meus ovos.
- Mas Mytho, meu patrão é workaholic, ele ama trabalhar.
- Meus ovos com azeite, vinagre, e uma pitada de sal. Junte umas rodelinhas de cebola e sirva frio.

Já dizia o velho deitado numa pedra de madeira:
“A partir do momento em que você encontra algo que goste de fazer, deixa de ser trabalho e começa a ser diversão.”

Se você adora a sua profissão, você não está mais trabalhando. Começou a ser uma produção com prazer. “Trabalho” carrega uma conotação negativa. Tanto é que normalmente as pessoas dizem, “putz, que trabalheira” ou “esquece, vai dar trabalho demais” em vez de “eba, que trabalheira!” e “Vamos lá, vamos tuchar o rabo de trabalho, que alegria!”

Trabalho = ruim
Diversão = bom

Caso você discorde, pode ler o próximo post, que a partir daqui a minha base está nas linhas acima, e por isso você continuará discordando e me xingando até o fim deste texto. Estou lhe fazendo um favor. Saia. Já.

Aí você me pergunta:
- Mytho você gosta da sua profissão?

Por quem me tomas? É claro que não! Eu trabalho! Estou na área certa, função errada. Nada de mais nisso, eu e mais a torcida do corinthians estamos nessa situação. Felizes são os que verdadeiramente fazem o que gostam o dia todo.

Mas divago. Quem me conhece (pessoalmente ou até mesmo ao ler este site) já deve ter reparado que eu não levo as coisas muito a sério. Se houver uma forma de tirar um barato, lá estarei eu, de mãozinha levantada, louco para não perder o timing e poder dizer aquele pitaco que provavelmente só eu vou achar graça, mas que não conseguiria ir dormir à noite sem dizê-lo.

Sim, eu prefiro dizer uma piada que ninguém ria a ter que engolí-la sem dar uma chance. E o mais interessante é que normalmente eu sei quando não vão rir. E ainda assim eu conto. O que posso dizer, sou um aventureiro da brincadeira.

E “brincadeira” é uma palavra mágica. Sempre foi, desde a minha tenra infância, em que eu ainda tinha amigos imaginários, e bichinhos que viviam dentro dos meus olhos. Eu tentava assustá-los correndo na direção das paredes, portas, e outros objetos e desviando no último segundo, esperando que eles estivessem em pânico. Sim, eu criava um cinema 180º para seres imaginários que viviam nos meus olhos e viam tudo o que eu via. Não ria, eu tenho certeza que você fez coisas piores.

Voltando ao assunto, a palavra “brincadeira” seeeeempre fez meus olhos brilharem, com ou sem bichinhos lá dentro. Na época a palavra temida era “estudar”. Com o tempo, o pavor do “estudar” passou para o “trabalhar”, e a magia do “brincar” passou para o… jogar.

Simples. Temos o amadurecimento de duas palavras, dois conceitos. Infelizmente muitas pessoas não conseguem ver as coisas por esse prisma.

- Porra Mytho, trinta anos nas costas e ainda jogando joguinho de computador?
- Pô Mytho, esse seu Iphone só tem joguinho! É pra isso que você queria um celular novo?
- Mytho, você nunca fala de assuntos sérios… tudo o que as pessoas dizem você tenta transformar em piadinha…

Todos em coro:

- Mytho, como você é criança!

Criança
Foto retirada do blog Especiarias

Alto lá! Parou parou parou! Moleque é o termo correto. Criança é a senhora sua avó. Ou neta.
Apesar de gostar muito de crianças (não tirem esta frase do contexto, pelo amor de Jeebus), infelizmente não sou mais uma. Vontade não me falta, mas o tempo já se foi e agora tenho que me contentar em ser moleque, e se Thor quiser, sê-lo até o resto de meus dias.

O meu Iphone está cheio de joguinhos, é verdade. Mas não se deixe enganar. Tenho lá as poucas ferramentas de trabalho que preciso. E-mail, telefone, SMS, gerenciador de tasks, Office e VPN. Não uso muito nenhum deles, porque afinal de contas, quando estou trabalhando, é com um laptop na minha frente, e não o celular. Então quando estou com o celular na frente? Normalmente quando estou na rua, em muitas situações em que às vezes é preciso esperar em filas, esperar por alguém, esperar por alguma coisa. E é nesse momento que você vai estar do meu lado e vai me pedir pra jogar um desses joguinhos que me fazem tão criança (e que obviamente eu vou negar, porque vou querer jogar e no seu celular só tem merda que você nunca vai usar na vida).

Sim, eu adoro jogos de computador. E videogames também. Comprei o Wii. Mas confesso que é no computador que eu me divirto mais. Aí sou criticado. Pelas mesmas pessoas que logo a seguir a me criticar, vão ver televisão. É a diversão deles. Ou vão para a rua (atividade que eles exaltam tanto) sentar o cu no banquinho do barzinho, tomar um café e ficar olhando para ontem ou conversando sobre amenidades. Isso é ser adulto. Tô fora. Ser adulto não tem que ser fazer “coisas clássicas de adulto”.

Vejamos: ultimamente eu jogo um jogo chamado Eve Online. Basicamente é um Massive Multiplayer Online RPG passado no espaço. Você cria seu personagem, compra uma nave para ele, equipa a nave com armas, módulos, o que quer que você queira, e faz a sua própria história, de acordo com os seus critérios.

Faixa etária dos jogadores de Eve? 30. E estamos falando de mais de 200 mil jogadores inscritos (normalmente 15 mil online de cada vez).
Você tem que lidar com contas, percentagens, cálculos de dano, cálculos de defesas, decisões de que módulos escolher para cada nave dependendo de uma série de fatores. Há quem diga que é um dos jogos mais difíceis de se aprender hoje em dia. Pra criança? Don´t think so. Pra moleque? Sem dúvida! Eu perco passo horas em missões com o pessoal da minha corporação, matando piratas, recolhendo os destroços e vendendo as peças no mercado (aliás, o mercado de Eve é tão complexo, que existem economistas trabalhando junto aos desenvolvedores do jogo, para que a coisa se mantenha “estável”).

Durante cada uma dessas atividades (missões, mineração, comércio, trading, PvP), estou em contante contato com o pessoal da corporação, seja via texto ou por voz (usamos um software chamado Ventrilo), onde vamos conversando sobre amenidades, provavelmente as mesmas que conversaríamos se estivéssemos com o cu sentado no banquinho do bar.

Uma batida no carro, os filhos que querem um jogo novo, a aposentadoria que só chega ano que vem, o último passeio ao jardim botânico depois da reforma, e de vez em quando temos até a companhia de um policial (49 anos) de Minas Gerais que gosta de ficar tocando gaita quando a conversa morre.

Repare que os jogos não me impedem de sair de casa, não fazem com que eu deixe de conversar com amigos e família. Simplesmente são o meu hobbie, assim como artesanato, marcenaria, corridas de kart e bares são para outras pessoas.

Em relação a eu não conseguir ter uma conversa inteira sem brincar, você vai me perdoar, mas tudo o que eu mais prezo é o meu bom humor. Às vezes chego a pensar que é a única coisa de bom que eu tenho. Você não tiraria isso de mim, tiraria? ;)

Moleque sim. Criança, infelizmente, não.

Mousemate

August 13, 2009 By: Mytho Category: Humor, Video No Comments →

Eu e o meu primo costumávamos fazer isto também… pena que na época não tínhamos filmadora… :D

No meu tempo…

July 08, 2008 By: Mytho Category: Cronica 7 Comments →

É impressionante que sempre que alguém menciona um sistema ou jogo mais antigo, tem sempre um neguinho que inicia uma “sessão nostalgia” falando sobre as coisas mais antigas que conseguem se lembrar.

Hoje durante o almoço a conversa conseguiu evoluir(?) do assunto “pirâmides – seita ou estratégia para fazer dinheiro?” e, de alguma forma, foi parar aos Ataris, PCs com 20 MB de HD, jogo Pong, Invaders, DOS, etc etc etc.

Aí tem sempre alguém que quer contar vantagem e ser O velho e O experiente. Eu gosto também de participar nessas conversas, mas longe de mim querer mostrar que tenho mais ou menos experiência que todo mundo. Aliás, não é segredo pra ninguém que eu estou envelhecendo a contra-gosto. Uma hora dessas decido parar de envelhecer e aí quero só ver. Estou ficando cansado de brincar disso.

Aí quando eles começaram a falar que o primeiro brinquedo foi um Atari (e tinha gente lá que nem sabia o que era o Atari), eu parei de falar, para não acontecer o que normalmente acontece: eu menciono o Odyssey, com o jogo Didi Na Mina Encantada e Senhor das Trevas e fica todo mundo olhando para mim com cara de assustado, como se eu fosse um velho ancião eremita da montanha, que já viveu 15 mil luas e que faz tranças com a barba e passa o dia arrotando ervas e falando com os deuses.

Odyssey

Mas deixa eu falar… Didi Na Mina Encantada eu jogaria até hoje, se tivesse trazido o Odyssey pra Portugal… e sim, ele ainda está no Brasil, na casa de papai, e ainda funciona.

Didi na Mina Encantada

Criatura africana (só pode)

June 23, 2008 By: Mytho Category: Humor, Jogos 9 Comments →

Aí o pessoal cria um jogo chamado Spore.
Nesse jogo você brinca de Deus. Você cria desde organismos unicelulares até seres complexos, que vivem em sociedade, entram em guerras, criam bombas atômicas, etc.

Aí eles te dão liberdade total para criar as criaturas.
QUEM em sã consciência daria liberdade total para as pessoas hoje em dia? QUEM? – pergunto eu.

Aí depois nego reclama dos resultados…

É só ir ao youtube e procurar por “spore penis” e você encontra uns 20 desses…



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