Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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O bom filho a casa retorna(?)

February 26, 2008 By: Mytho Category: Rotina 24 Comments →

Os planos são de ir passar 15 dias no Brasil, em agosto.
Eu não tenho pensado muito nisso, mas confesso que quando penso, dá um friozinho no estrômbago. São Paulo deixou de ser “casa” há já vários anos, e é com relutância que me vejo lá na condição de “Turista”. Como se pode ser turista na cidade em que se nasceu? Não se pode.

São Paulo sempre seria “casa”, mesmo se eu nunca lá voltasse. Mas voltarei em agosto. Voltarei diferente. Mais velho, 12 Kgs mais “forte”, numa situação financeira estável (longe do ideal, mas ainda assim estável), e num estado civil diferente.

Tenho, assim, que aproveitar o tempo para fazer tudo o que tenho saudades de fazer e que não posso aqui em Portugal.

ToDo List - Edição São Paulo

- Visitar amigos
- Habib’s
- Baked Potato
- Rodízio de Pizza
- Pizza de alho com alho e extra alho (tem alho?)
- Hopi Hari
- Wet n’Wild (se as condições meteorológicas assim permitirem)
- Litros e litros de água de côco
- Dogão prensado com tudo o que tem direito (capricha no purê)
- Fliperama na Pça Sílvio Romero com meu mano Leitão (sim, o da Bombada Mágica)
- Churrasco com família e amigos
- Arroz com feijão
- Mais arroz com feijão
- Mais esfihas de queijo do Habib’s
- Miojo
- Carne de sol
- Dirigir no trânsito de SP
- Galeria do Rock
- Ser assaltado na 25 de Março
- Relaxar

Mais alguma sugestão? ;)

Mais um sumiço dos assinantes RSS

February 21, 2008 By: Mytho Category: Fato Verídico, Rotina 4 Comments →

Mais uma vez hoje me deparei com menos da metade dos assinantes dos feeds deste site.

Após verificar as estatísticas no feedburner, pude constatar o que eu já suspeitava:
O Google Feedfetcher entrou em parafuso novamente. Isto já aconteceu há uns 2 meses atrás, e hoje é o repeteco.

Não que eu ligue muito a esse tipo de estatísticas, mas ver ali “41″ em vez dos habituais “110/115″ chamou a minha atenção.
Eu, que sou nervoso naturalmente para falar para grandes audiências, até que me sinto melhor assim, com um número menor ali. Dá uma sensação mais “familiar” e me sinto mais à vontade.

Posso falar de coisas mais íntimas. Como daquela vez que me deu uma dor de barriga fenomenal no aeroporto de Munique. A dor foi tão forte que quase ajoelhei no chão do aeroporto. Consegui chegar ao banheiro e deu uma pontada de tal forma torturante que eu literalmente ajoelhei no chão do banheiro.
Aí entrei na “casinha” da privada e, na pressa de me aliviar, arranquei fora o botão das calças, que voou longe.

Graças aos céus, Munique é uma cidade civilizada e mantém seus banheiros públicos aparentemente limpos.

Mas este episódio fica só entre nós. Eu e os 41 leitores. Antes que os outros voltem. ;)

Why I Write?

January 14, 2008 By: Mytho Category: Cronica 43 Comments →

A Julia do PopCandy fez um post muito interessante sobre os motivos que a levam a escrever (ler post aqui), traçando meio que um paralelo com a greve dos argumentistas em Hollywood.

Eu resolvi fazer aqui também um post tentando entender, afinal de contas, os motivos que me levam a escrever.

Escrever

Antes de mais, vale mencionar que eu odeio escrever. Desde a escola primária, eu sempre abominei redações, aulas de português, gramática, literatura, o que quer que fosse relacionado com escrita, eu tava fora, e nunca passei de um aluno mediano nessas matérias.
Em contrapartida, sempre amei ler. Livros. Gibi qualquer um lê. Adoro gibis, mas livros é que me fazem viajar.

Então, se eu odeio escrever, o que me levou a “esta vida”? Primeiro, acho que o fato de morar a alguns milhares de Km da mãe ajuda. Enquanto eu morei no Brasil, minha mãe já morava em Portugal, e eu descobri que manter um “diário” no Livejournal ajudava-a a superar a distância e a se manter informada das coisas que eu fazia, do que eu pensava, por onde andava, etc. (estamos falando do ano 2000).

Outro motivo que me levou a escrever foi eu ter a imaginação extremamente fértil, talvez devido à quantidade massiva de filmes nonsense que eu assistia quando menor e todos os jogos de computador que eu jogava na época.
Eu me lembro que na escola começava a conversar com meus colegas e invariavelmente eles acabavam rindo às gargalhadas e dizendo “aff Mytho, cala a boca, como você fala merda…”
Ainda assim, riam. Então eu pensei que se eu conseguia fazer eles rir, talvez conseguisse fazer o mesmo com mais pessoas.

É claro que o meu objetivo principal não é fazer as pessoas rir. Se fosse, nunca teria escrito o Comandante Loureiro, um de meus textos mais lidos na galáxia e arredores. Mas a verdade é que a maioria das coisas que escrevo tem, em algum lugar, um espaço para ao menos um sorriso (eu sei, você ainda não sorriu neste texto, e é provável que nem venha a sorrir, agora que estou eu dissecando em teorias todo o processo em auto análise contemplativa e meditativa do conteúdo de minhas criações literárias, fato que reconheço, assumo e lamento como evento a não se realizar em duplicata, triplicata ou megacata - ok, inventei essa).

Do Livejournal passei para o blogspot. Do blogspot registrei o domínio mytho.com.br. Depois de voltar pra Portugal, troquei pra mytho.com.pt.
Nunca tive tantos leitores como hoje em dia, e esses dias resolvi fazer uma comparação dos textos que escrevo e dos que escrevia antigamente.

Claramente antigamente eu escrevia muito mais para mim. Os meus posts normalmente eram uma frase (eu inventei o twitter), muito resumida, com apenas um pensamento, uma idéia, um palavrão.
Tudo bem, eu escrevia para mim, mas hoje em dia eu leio aquelas frases e não faço a menor idéia do que eu tentei dizer ou da situação que me levou a escrever aquilo.
Daí concluo que eu escrevia pra ninguém.

Hoje eu tenho consciência de que há pelo menos uma centenazinha de pessoas lendo o que eu escrevo, e talvez o dobro disso caindo de pára quedas vindos dos motores de busca ** Olá, paraquedistas! ** (pamela anderson pelada, vanessa hudgens, justin timberlake, pit bull, xuxa transando, britney spears, fotos de um orangotango sexy comendo um palmito pintado de banana)

Apesar de eu ter consciência de ter mais pessoas do que o normal lendo este site (a maioria veio da Papo de Homem, estou longe de estar entre os mais lidos. Não tenho 1/6 dos leitores da maioria dos blogs que leio, e para ser sincero não me esforço muito para isso.

Já disse o aracnídeo: “With great power comes great responsabilities”, e eu acho que se tivesse o poder de andar balangando de um prédio pro outro através de teias, a cidade ia estar um nojo, porque basicamente era tudo o que eu ia fazer na vida. Traduzindo, se eu fosse um formador de opiniões, teríamos agrupamentos de pessoas nas ruas fazendo bundalalê para as pessoas dentro dos carros, que, por sua vez, também fariam bundalelê para as pessoas na rua.
Ia ser divertido, mas não iria contribuir para o engrandecimento geral da população… quer dizer… até ia, mas em outro sentido…

Gosto de manter este site “familiar”, esquema todo-mundo-conhece-todo-mundo, o pessoal me xinga nos comments, eu xingo de volta, tudo numa boa, sem stress.
Gosto de responder aos comentários e gosto de visitar o site de quem comenta aqui, e muitas vezes tenho boas surpresas (como por exemplo hoje).

Finalizando este post, eu escrevo porque acabei me acostumando a escrever. Escrevo porque é mais barato que terapia. Escrevo para exercitar meu português. Escrevo para que meus amigos que moram longe saibam do que se passa comigo, e escrevo porque odeio escrever.

E você, escreve porquê?

Ecografia Abdominal

November 28, 2007 By: Mytho Category: Rotina 2 Comments →

Hoje tive que sair do trabalho durante a tarde, pois tinha marcado uma ecografia abdominal, devido a um “acidente de percurso” que aconteceu em Outubro.

O engraçado de quando vamos fazer exames médicos, é que sempre quando voltamos de lá, o pessoal pergunta:

“E aí, como foi?”
“Fala, como correu tudo lá?”

Aí a gente não sabe o que responder, porque é basicamente chegar lá, fazer o exame, o médico mal fala com você, e depois diz “acabou”, te dá um envelope, e você vai embora.

A pergunta “Como foi?” só faz sentido depois de irmos ao clínico geral, que nos dirá o resultado do exame após olhar para as imagens (que a mim dizem pitombas nenhumas).

Então, assim sendo, responderei à pergunta utilizando as palavras do doutor:

“O estudo ecotomográfico abdominal revelou uma vesícula biliar de parede fina, de volume conservado e sem ecos litiásticos intra-luminais.
O calibre das vias biliares canalares, intra e extra-hepáticas é normal.
Não se detectaram alterações do volume, morfologia ou textura do fígado, pâncreas, baço e rins.
Não se notam massas anómalas, adenopatias ou derrame peritoneal.
Aorta abdominal de calibre conservado.”

AH! TEMAM! A minha vesícula tem parede fina, mas o calibre é normal! Fora o derrame peritoneal, que não tá lá! E as alterações do volume?? Hein? Ninguém fala delas? É claro que não, porque não tem!
E as adenopatias eu já caguei defequei no outro dia.

Cesariana

November 23, 2007 By: Mytho Category: Cronica, Fato Verídico 16 Comments →

Era uma tarde feia de novembro. Ela estava sentada em sua casa em São Paulo, vendo TV e passando a mão na barriga. Seu filhote, ainda no ventre, estava com soluços novamente.

Bebeu água para tentar fazer passar os soluços do pequeno. Aparentemente resultou. De acordo com os médicos, no dia seguinte ele estaria não mais dentro de si, e sim em seus braços. Um pedacinho de gente ali, para ela cuidar, educar, criar, e por fim soltar no mundo, apenas desejando o seu melhor.

Foi com estes pensamentos que observou pela janela um vendedor de frutas em frente a casa. Melancia. Hmm. Tinha que comer uma. Custasse o que custasse.

Chaves, carteira, óculos. Tudo pronto. Fechou a porta atrás de si. Caminhou calmamente na direção do vendedor. Observou atentamente cada melancia. Começava a doer-lhe as costas e queria voltar para casa.

Escolheu uma melancia, pagou e começou o caminho de volta. Costas doendo, melancia pesada. Aquela tortura não tinha sido prevista.
Sem meias medidas, posicionou estrategicamente a melancia em cima da barriga.

Bem melhor. Chegou a casa, começou a comer a melancia, e pronto. Começara. Ele iria sair, desrespeitando totalmente a agenda determinada pelos médicos.

Local: Hospital D. Pedro II, Moóca, São Paulo, Brasil.
Dia: 23 de Novembro
Hora: 23:30
Tempo: Chuva, trovões e relâmpagos
Quem: Eu

Assim, portanto, hoje é meu aniversário. Seria amanhã, se não fosse por uma melancia que me empurrou dali pra fora prematuramente.
Não guardo mágoas. Adoro melancia.




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