Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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Tubaína. Sempre tubaína - Sobrinhos do Ataíde

July 19, 2008 By: Mytho Category: Humor No Comments →

Eu juro por tudo o que é mais sagrado neste universo (e arredores) que na época em que passava isso aqui na rádio eu sabia dizer este texto na íntegra. Mas eu respirava.

 Sobrinhos do ataide - Tubaina

Sobrinhos do Ataíde - Tubaína

Disclaimer

April 11, 2008 By: Mytho Category: Cronica 18 Comments →

Este site não tem assunto central.
Este site pode (ou não) ser chamado de blog. A decisão é sua.
Este site é pessoal, e tudo o que eu faço aqui (não) é de minha inteira responsabilidade. Comprometo-me a utilizar (in)adequadamente os parênteses, que como todos sabem, (não) devem ser considerados.

Este site é sobre música, crônicas, opiniões pessoais, artigos, vídeos, bizarrices e curiosidades.

Dou-me ao direito de contar mentiras aqui, se com isso achar que terei uma maior satisfação pessoal.
Dou-me ao direito de apagar comentários. Eu pago por este espaço e assim como eu decidi fazer dele um espaço público, também decidi instaurar uma democracia ditatorial, onde todos decidem, desde que eu concorde.

Sim, eu olho para o meu umbigo, mas é somente porque ele é lindo e não é daqueles saltados para fora, que eu particularmente desgosto.

Às vezes palavrões serão encontrados aqui, assim como posts sobre assuntos considerados tabu ou nojentos. Eu gosto de falar de cocô.

As pessoas que convivem comigo pessoalmente normalmente sabem que mantenho este site, e portanto se eu falar mal de algum amigo/conhecido por aqui não será de forma alguma um ato de covardia, e sim um anúncio (ao qual ele poderá responder nos comentários, e que eu decidirei se apagarei ou não - vide leis acima).

Apesar disso tudo que foi dito, não sou iludido. Escrevo para os outros, além de para mim. Não vou tentar enganar ninguém dizendo “se este site não tivesse visitas pra mim era igual”. Não seria. Gosto de saber que as pessoas visitam este espaço e, por tabela, gosto das pessoas que entram aqui (se alguém se interessa pelo que eu escrevo é porque algo devemos ter em comum, certo? Certo.)

A estrutura dos textos é decidida por mim. Eu posso iniciar os posts da forma que quiser e acabá-los como bem enten

Random Rants

December 03, 2007 By: Mytho Category: Rotina 12 Comments →

Há alguns meses que conheci acidentalmente o Guilherme Nascimento. Estava eu no nosso bom e velho Google procurando por ocorrências do meu querido texto do Comandante Loureiro, quando encontrei o texto em um fórum. O fórum pertencia nada mais nada menos que ao site do Guilherme, a revista Papo de Homem. O meu texto infelizmente não estava identificado no meu nome e fiz aqui um post na época falando sobre isso. No meu post, havia um link para o site.

O Guilherme deve ter visto os clicks vindos daqui, me descobriu, e resolveu publicar o texto no site dele, desta vez com os devidos créditos. Aparentemente o pessoal gostou.

E esse foi o início de uma cyber-parceria que tem vindo a render links para mim, leitores para ele, e diversão para ambos.

Recentemente, escrevi um texto sobre timidez e o Guilherme publicou no site dele na passada sexta feira (ver aqui).
Confesso que fiquei embasbacado com a quantidade de comentários e igualmente com o conteúdo deles.

Quem não gosta de ser elogiado? Pois é. Eu, nesse caso, sou regra.

Mas fujo ao assunto. No meio daqueles comentários todos, uma sugestão:

“Mytho, e que tal escrever um artigo sobre a diferença entre as relações (amorosas) Brasil vs Portugal?”

Eu comprei a idéia e em breve vou estar postando aqui postar na bagaça o texto resultante. Claro que também enviarei ao Guilherme para que ele possa, se assim achar por bem, publicar na Papo de Homem.

Aproveitando que você tá aí, e que tal passar na Papo de Homem para ler os textos de minha autoria que já foram publicados?

O Guilherme e eu agradecemos ;)

A arte da embromation

October 09, 2007 By: Mytho Category: Rotina No Comments →

Por essas e outras o cara é genial:

“A viagem não teve história, é o que sempre dizem os narradores apressados quando julgam poder convencer-nos de que nos dez minutos ou dez horas que vão fazer sumir nada sucedeu que merecesse menção assinalável. Deontologicamente, seria bem mais correcto, e outra lealdade, dizer assim, Como em todas as viagens, sejam quais forem duração e percurso, aconteceram mil episódios, mil palavras, mil pensamentos, e quem disse mil diria dez mil, mas o relato já vai arrastado, por isso tomo licença de abreviar, usando três linhas para andar duzentos quilometros, fazendo de conta que quatro pessoas dentro de um automóvel viajaram caladas, sem pensamento nem movimento, fingindo elas, enfim, que da viagem feita não fizeram história.”

José Saramago, in “A Jangada de Pedra”

Pinochio

September 25, 2007 By: Mytho Category: Cronica 2 Comments →

“Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mais ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu.

Com dificuldade ele encostou o carro no meio-fio e preparou-se para a batalha contra o macaco, não um dos grandes macacos que o desafiavam no jângal dos seus sonhos de infância, mas o macaco do seu carro tamanho médio, que provavelmente não funcionaria, resignação e reticências… Conseguiu fazer o macaco funcionar, ergueu o carro, trocou o pneu e já estava fechando o porta-malas quando a sua aliança escorregou pelo dedo sujo de óleo e caiu no chão.

Ele deu um passo para pegar a aliança do asfalto, mas sem querer a chutou. A aliança bateu na roda de um carro que passava e voou para um bueiro. Onde desapareceu diante dos seus olhos, nos quais ele custou a acreditar. Limpou as mãos o melhor que pôde, entrou no carro e seguiu para casa. Começou a pensar no que diria para a mulher. Imaginou a cena. Ele entrando em casa e respondendo às perguntas da mulher antes de ela fazê-las.

- Você não sabe o que me aconteceu!

- O quê?

- Uma coisa incrível.

- O quê?

- Contando ninguém acredita.

- Conta!

- Você não nota nada de diferente em mim? Não está faltando nada?

- Não.

- Olhe.

E ele mostraria o dedo da aliança, sem a alian­ça.

- O que aconteceu?

E ele contaria. Tudo, exatamente como acontecera. O macaco. O óleo. A aliança no asfalto. O chute involuntário. E a aliança voando para o bueiro e desaparecendo.

- Que coisa - diria a mulher, calmamente.

- Não é difícil de acreditar?

- Não. É perfeitamente possível.

- Pois é. Eu…

- SEU CRETINO!

- Meu bem…

- Está me achando com cara de boba? De palhaça? Eu sei o que aconteceu com essa aliança. Você tirou do dedo para namorar. É ou não é? Para fazer um programa. Chega em casa a esta hora e ainda tem a cara-de-pau de inventar uma história em que só um imbecil acreditaria.

- Mas, meu bem…

- Eu sei onde está essa aliança. Perdida no tapete felpudo de algum motel. Dentro do ralo de alguma banheira redonda. Seu sem-vergonha!

E ela sairia de casa, com as crianças, sem querer ouvir explicações.

Ele chegou em casa sem dizer nada. Por que o atraso? Muito trânsito. Por que essa cara? Nada, nada. E, finalmente:

- Que fim levou a sua aliança?

E ele disse:

- Tirei para namorar. Para fazer um programa. E perdi no motel. Pronto. Não tenho desculpas. Se você quiser encerrar nosso casamento agora, eu compreenderei.

Ela fez cara de choro. Depois correu para o quarto e bateu com a porta. Dez minutos depois reapareceu. Disse que aquilo significava uma crise no casamento deles, mas que eles, com bom senso, a venceriam.

- O mais importante é que você não mentiu para mim.

E foi tratar do jantar.

*Do livro “As Mentiras que os Homens Contam” - Luis Fernando Veríssimo, editora Objetiva.



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