Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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Na terra da garoa

August 18, 2008 By: Mytho Category: Rotina 4 Comments →

Pois é criançada, estou finalmente em Sampa City e sem net.
Ficarei até o fim do mês, e portanto os posts serão um pouco mais esporádicos do que o costume.
Tentem não se suicidar durante estes dias.

De vez em quando eu venho aqui ainda para dizer um oi e ver os numeros dos feeds despencando.

Ah, e dia 22 tem Hopi Hari. Quem tiver aí de bobeira coçando os bagos, pode aparecer por lá. Deixe comment pra marcar paradinhas.

E era isso então.

Prêmio Dardos

August 13, 2008 By: Mytho Category: Rotina 2 Comments →

Então… aí o Doido resolveu galardoar este site com o prêmio Dardos.

Prêmio Dardos

De acordo com ele:
“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

Peraí. Volta atrás. Valores culturais? Éticos? PRA MIM? …ah tá, foi um cara que se auto-denomina “Doido” que mandou. Então tá explicado.

Falando em Dardos, eu gosto muito do jogo. Quando eu era menor, me lembro de ter encontrado na casa de um amigo uns dardos, e me diverti colocando um livro escolar (dele) encostado na parede (dele) e começar a tentar acertar. Obviamente a maioria falhou, acertando com certo dano na parede. Os que acertaram no livro, obviamente furaram a capa e algumas páginas.

Dardos

Bah, mas quem lê as primeiras páginas de livros didáticos, anyway?

Vamos lá então.
As regras do prêmio:
1 – Aceitar e exibir a imagem, [Check]
2 – Linkar o blog do qual recebeu o prêmio e [Check]
3 – Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos. [15??]

15 é demais. Eu vou partir pra 5, pode ser? Pode. Então ok.
A ordem é totalmente aleatória e se o seu site não aparece aqui, provavelmente é porque você não escreve com frequência ou você nunca comentou aqui, e por isso não tem como eu saber seu endereço. Captou? Comenta e eu te adiciono nos meus feeds. Fácil assim.

- Asttro!
- Toca do Guaxinim
- Deu Branco?
- Substantivolátil
- Fiapo de Jaca

Conforme eu fui escrevendo a lista, fui me lembrando de mais um monte que mereciam estar aqui. Eu tentei evitar os mais famosos, mas confesso que falhei nessa missão, pois alguns ali em cima têm me surpreendido bastante positivamente, aí tive que mencionar.
Creio que este tipo de premiações devem ser dadas aos blogs menos conhecidos, para que estes sejam divulgados, caso mereçam. Os daí de cima merecem, na minha opinião. Alguns não precisam de divulgação, mas ainda assim merecem.

Eu não mereço, mas mesmo assim recebi. A vida é injusta. Aos que não foram mencionados aqui, chora não… de vez em quando eu faço aqui umas brincadeiras dessas e tem espaço pra todo mundo. Eu tenho mais de 30 blogs nos meus feeds, e a maioria deles merecia estar aqui.

A propósito, sexta feira entro de férias e vou atravessar o oceano, e por isso os posts serão reduzidos. Mas nada tema. Eu instalei alguns softwares nos meus celulares e provavelmente poderei de vez em quando fazer uns posts batutas com fotos sobre as coisas que me acontecerem em São Paulo (assaltos, sequestros e violência gratuita serão atualizados pelo Twitter).

Engole essa, Jules Verne

July 02, 2008 By: Mytho Category: Notícias, Video 12 Comments →

Imagine que você, intrépido pioneiro nas artes de viajar de forma pouco convencional, resolve fazer um túnel que passe de um lado ao outro do planeta (não passando necessariamente pelo centro). Imaginemos que isto é possível. Quanto tempo levaria a viagem no total?

Talvez a sua resposta seja “depende da distância”.
Pois bem, isso está errado.

De São Paulo a Tókio levaria exatamente o mesmo tempo de Londres a Nova Iorque, que levaria o mesmo tempo de Paris a Buenos Aires.

Quanto tempo, eu pergunto novamente?

A resposta é inquietante. 42 minutos. Como podem ver, 42 é realmente a resposta para a vida, o universo, e tudo o resto.

Se ainda tem dúvidas, pergunte ao Google.

Fonte: GaS

Na terra de Jordi

April 16, 2008 By: Mytho Category: Cronica, Fato Verídico, Utilidades 14 Comments →

Ah, oui… Paris…

A cidade dos artistas, dos amantes, e da luz.
Paris dos perfumes caros, dos desfiles de moda. Das lojas de roupa daquele estilista.
Paris do Louvre, da Notre Dame Cathedral, do Arc De Triomphe, da Torre Eiffel e do Centre Pompidou.

Além disto tudo, Paris tem mais uma particularidade:

Paris é a única cidade do planeta que eu já vi de noite, mas não de dia.
Passo a explicar, com direito a jabá:

Estava eu a caminho de casa após umas férias em Munique. O avião faria uma escala de 7 (SETE) horas em Paris.

Chegando no aeroporto de Paris (Charles de Gaulle), fui tentar saber se a Air France ia me pagar estadia em hotel. Óbvio que eu, pé rapado que sou, tomei manguito e me encaminharam para os banquinhos da sala de espera mais próxima.

Teimoso, voltei atrás e perguntei no meu melhor francês:

“Is there a bus to Paris?” - pensando que estava perguntando para a moça “jacaré no seco anda?”.

Eram 23:20. Ela consultou o relógio rapidamente e disse que dali a 10 minutos sairia o último busão para a cidade luz.
Raciocine comigo: Cidade luz, cidade dos turistas, portanto busão grátis, certo?
Errado. TREZE EUROS.

“Ferrou, não vai sobrar grana nem pra um croissant” - deduzi.

Entrei no busão e perguntei para uma senhora simpática do meu lado no meu melhor espanhol:

“Are we going anywhere near the Eiffel Tower?” - pensando que perguntava “Setembrochove?”
Ela disse que sim e que me avisava quando fosse a hora.

40 minutos depois, ela me avisa que tá na hora de dar o sinal. Pensei em gritar “VAI DESCÊ COBRADÔ!” mas reparei que não havia cobrador, e a piada perdia um pouco da graça, ainda mais que ninguém ia entender pitombas do meu maloquês.

Desci pertinho do Arco do Triunfo, chamado assim por ser um arco com a forma das bolachas Triunfo. Não? Quem? Ah, o Napoleão? Jura? Passava por baixo do arco sempre que voltava vitorioso de uma guerra? Num sabia. Valeu.

Dei azar. O Arco tem uma parte visitável, e mal eu botei o pé lá dentro, veio uma policial cheirando Channel Nº5 e me falou em francês: “sorry, we´re closing, it´s midnight”.
Como eu não entendo francês, respondi em inglês mesmo: “merci!”

E foi então que olhei para o horizonte e tive a visão. A Torre Eiffel. Ao longe.
Peraí. Longe?
Longe.

Eu juro que sempre achei que a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo eram ali, mano a mano, um encostado no outro.
Aparentemente eu estava (bastante) enganado. A torre era um negocinho iluminado com luzes amarelas.

Pensei então “vou aos Campos Elíseos”, que eu achava que era um grande parque onde durante o dia o pessoal ia fazer piqueniques e jogar freesbee e pintar quadros e ser sensível.

Pepe Le Piu
Mon amour, mon croissant du chocolat avec banana et un peu de foie gras!

Então, esperto que sou, resolvi pegar aquela avenida gigantesca chamada CAMPOS ELÍSEOS, em busca dos tais CAMPOS ELÍSEOS. Ok, você pode parar de ler agora, eu tenho certeza que você perdeu completamente o respeito por mim.

Andei aquilo tudinho tudinho até chegar à prefeitura. Pelo menos eu acho que era a prefeitura. Tinha tudo ali. Fonte, bandeira da França, e um jardim enorme que estava fechado com um portão (trancadíssimo). Olhei na plaquinha pensando “não acredito que fecharam os Campos Elíseos” e o nome do parque era outro completamente diferente (Jardins des Tuileries), na Praça da Concórdia.

Aí comecei a desconfiar que talvez eu já tivesse passado pelos Campos Elíseos e que talvez provavelmente os famosos Champs Elysées fossem nada mais nada menos que uma avenida gigantesca com todo o tipo de bares, discotecas, cinemas, shoppings, concessionárias (Peugeot, claro), e Hard Rock Café. Fiz uma nota mental: “nunca comentar isto com ninguém” e prossegui. oops.

Decidido a encontrar a Torre Eiffel sozinho sem olhar em mapas, comecei a andar na direção dela. Seguindo o rio Seine, sempre de olho na torre (ainda pequena), comecei a perceber algo interessante. A torre parecia estar DO OUTRO LADO do rio.

Atravessei uma das pontes e vi no fundo da avenida um jardim gigantesco. Utilizando toda a minha cultura francesa e meu mapa biológico, pensei “deve ser o Louvre! Ou então o Pompidou! Ou então notre Damme!”. E fui lá. Atravessando o jardim colossal cheguei a um portão, que guardava uma construção maior ainda.
Comecei a procurar placas ou indicações do que seria aquilo, e não achei. Tinha um guardinha noturno na guarita. Chamei e perguntei, arriscando no francês:

“What is this place?”
E ele me explicou que era um hospital para veteranos de guerra que hoje, graças ao Google Earth, sei que se chama “L´Hotel des Invalides” (tuuuuudo a ver com o Louvre…).

Agradeci e perguntei por onde tinha que continuar para chegar à torre. Ele tentou me explicar, mas eu só entendi mesmo a direção que o dedo dele tava apontando e portanto foi essa toda a ajuda que eu tive.

Comecei a entrar por umas avenidas e às vezes perdia a torre de vista atrás dos prédios. Fui fazendo corta mato até que finalmente dei de cara com a Torre Eiffel, imponente e majestosa. Andei ali babando em volta dela durante uma meia hora, tirando fotos e realizando um dos meus sonhos de infância, que era justamente conhecer essa velha armação de ferro, feia que dói, mas linda de morrer.

Aí decidi voltar para a Campos Elíseos, onde eu tinha visto umas padocas convidativas onde eu poderia finalmente experimentar os pães franceses, com seus queijos exóticos.
E foi quando me deparei com um problema. Chegar na Torre tudo bem, que dava pra ver de longe… e voltar pro Arco? Como fica? Eu não podia fazer o mesmo caminho de volta, porque eu sabia que tinha prolongado o percurso demasiadamente com a Avenida, e portanto decidi seguir a minha bússola interior (eu não aprendo).

Quinze minutos mais tarde, eu estava mais perdido que cego em tiroteio. Comecei a andar por ali, tentando encontrar qualquer coisa que me ajudasse, mas não achava nem mapas e nem pessoas (de madrugada o povo não gosta de andar pelas ruas, aparentemente).

Até que achei um taxista. Perguntei “how can I go to the Arc De Triomphe?”
Não entendeu patavina do que eu falei.
Aí inspirei fundo, invoquei os espíritos de todos os franceses póstumos, puxei do fundo do meu crânio algumas aulas de francês que tive na 5ª e 6ª, e mandei.
“Pour la Tour Eiffel, s´il vous plaît. À pied. Pardonnez, je ne parle pas très bien le français” - pensando que dizia “demorou pra você aprender inglês, taxista safado”.

Mais uma vez, as palavras que saíram da boca dele não me ajudaram muito, mas felizmente Deus inventou a expressão corporal e o dedo dele apontando pra uma rua me localizaram.
Agradeci e segui caminho até chegar numa rotatória grande. De longe até pensei que era o Arco do Triunfo, mas aí vi que faltava um arco lá no meio.

A partir dali já conseguia ver o Arco ao longe e cheguei lá sem problemas, morto de fome e de sede.
E então aprendi outra coisa muito importante sobre a linda cidade de Paris:

Os bares fecham à meia noite. Ou eu pagava 30 euros e entrava numa discoteca pra beber uma água ou eu esperava até 6:30 da matina para comer no avião. Não é óbvio o que eu fiz? Dei meia volta e fui pro ponto do busão, onde esperei mais 2 horinhas até ele chegar, e depois mais 40 minutos até o aeroporto, e depois mais 1 hora até estarmos voando e começarem a servir comida.

Cliquem na imagem abaixo para ver o mapa do meu trajeto com as devidas explicações.

Paris Tour

Ou então pegue aqui o arquivo KMZ para ver o roteiro no Google Earth:

Passeio em Paris (Google Earth)

Surpresas e viagens

April 15, 2008 By: Mytho Category: Rotina 21 Comments →

No próximo dia 01/Maio será celebrado um ano de roça matrimônio deste que vos escreve.
Decidimos amarrar o bode em um feriado internacional, para que pudéssemos ter sempre um tempinho só nosso para comemorar.

Como neste ano o dia cairá numa quinta feira, já mandei o mais-que-esperado e-mail pro patrão avisando que na sexta feira seguinte utilizarei o sistema “nameview”, a.k.a “nem-me-viu” (esse eu tive que explicar, era puxadinho…).

Era suposto eu fazer uma surpresa à pequenina e levá-la a algum lado no feriado prolongado. Era.
Outro dia ela vira pra mim:

“Mytho, já reservei um lugarzinho pra gente passar o feriado prolongado. Vamos pro Algarve. Tem piscina e praia perto.”

Patroa, aí quebra minhas pernas! Como é suposto um cidadão preparar surpresas para uma “preparadora de surpresas”?

De qualquer forma, este blog entrará em regime minimalista do dia 30/04 até 04/05.

Estarei no Brasil em Agosto. Visto que a primeira semana passarei em SP, aceitam-se sugestões do que fazer por aí na segunda semana. Nordeste? Rio? Sta. Catarina? Amazônia não, que a mulé tem pele fraca pra mosquito.



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