Você Não Acreditaria…

Perdido na Europa, tentando ficar mais rico
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Engole essa, Jules Verne

July 02, 2008 By: Mytho Category: Notícias, Video 12 Comments →

Imagine que você, intrépido pioneiro nas artes de viajar de forma pouco convencional, resolve fazer um túnel que passe de um lado ao outro do planeta (não passando necessariamente pelo centro). Imaginemos que isto é possível. Quanto tempo levaria a viagem no total?

Talvez a sua resposta seja “depende da distância”.
Pois bem, isso está errado.

De São Paulo a Tókio levaria exatamente o mesmo tempo de Londres a Nova Iorque, que levaria o mesmo tempo de Paris a Buenos Aires.

Quanto tempo, eu pergunto novamente?

A resposta é inquietante. 42 minutos. Como podem ver, 42 é realmente a resposta para a vida, o universo, e tudo o resto.

Se ainda tem dúvidas, pergunte ao Google.

Fonte: GaS

Na terra de Jordi

April 16, 2008 By: Mytho Category: Cronica, Fato Verídico, Utilidades 14 Comments →

Ah, oui… Paris…

A cidade dos artistas, dos amantes, e da luz.
Paris dos perfumes caros, dos desfiles de moda. Das lojas de roupa daquele estilista.
Paris do Louvre, da Notre Dame Cathedral, do Arc De Triomphe, da Torre Eiffel e do Centre Pompidou.

Além disto tudo, Paris tem mais uma particularidade:

Paris é a única cidade do planeta que eu já vi de noite, mas não de dia.
Passo a explicar, com direito a jabá:

Estava eu a caminho de casa após umas férias em Munique. O avião faria uma escala de 7 (SETE) horas em Paris.

Chegando no aeroporto de Paris (Charles de Gaulle), fui tentar saber se a Air France ia me pagar estadia em hotel. Óbvio que eu, pé rapado que sou, tomei manguito e me encaminharam para os banquinhos da sala de espera mais próxima.

Teimoso, voltei atrás e perguntei no meu melhor francês:

“Is there a bus to Paris?” - pensando que estava perguntando para a moça “jacaré no seco anda?”.

Eram 23:20. Ela consultou o relógio rapidamente e disse que dali a 10 minutos sairia o último busão para a cidade luz.
Raciocine comigo: Cidade luz, cidade dos turistas, portanto busão grátis, certo?
Errado. TREZE EUROS.

“Ferrou, não vai sobrar grana nem pra um croissant” - deduzi.

Entrei no busão e perguntei para uma senhora simpática do meu lado no meu melhor espanhol:

“Are we going anywhere near the Eiffel Tower?” - pensando que perguntava “Setembrochove?”
Ela disse que sim e que me avisava quando fosse a hora.

40 minutos depois, ela me avisa que tá na hora de dar o sinal. Pensei em gritar “VAI DESCÊ COBRADÔ!” mas reparei que não havia cobrador, e a piada perdia um pouco da graça, ainda mais que ninguém ia entender pitombas do meu maloquês.

Desci pertinho do Arco do Triunfo, chamado assim por ser um arco com a forma das bolachas Triunfo. Não? Quem? Ah, o Napoleão? Jura? Passava por baixo do arco sempre que voltava vitorioso de uma guerra? Num sabia. Valeu.

Dei azar. O Arco tem uma parte visitável, e mal eu botei o pé lá dentro, veio uma policial cheirando Channel Nº5 e me falou em francês: “sorry, we´re closing, it´s midnight”.
Como eu não entendo francês, respondi em inglês mesmo: “merci!”

E foi então que olhei para o horizonte e tive a visão. A Torre Eiffel. Ao longe.
Peraí. Longe?
Longe.

Eu juro que sempre achei que a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo eram ali, mano a mano, um encostado no outro.
Aparentemente eu estava (bastante) enganado. A torre era um negocinho iluminado com luzes amarelas.

Pensei então “vou aos Campos Elíseos”, que eu achava que era um grande parque onde durante o dia o pessoal ia fazer piqueniques e jogar freesbee e pintar quadros e ser sensível.

Pepe Le Piu
Mon amour, mon croissant du chocolat avec banana et un peu de foie gras!

Então, esperto que sou, resolvi pegar aquela avenida gigantesca chamada CAMPOS ELÍSEOS, em busca dos tais CAMPOS ELÍSEOS. Ok, você pode parar de ler agora, eu tenho certeza que você perdeu completamente o respeito por mim.

Andei aquilo tudinho tudinho até chegar à prefeitura. Pelo menos eu acho que era a prefeitura. Tinha tudo ali. Fonte, bandeira da França, e um jardim enorme que estava fechado com um portão (trancadíssimo). Olhei na plaquinha pensando “não acredito que fecharam os Campos Elíseos” e o nome do parque era outro completamente diferente (Jardins des Tuileries), na Praça da Concórdia.

Aí comecei a desconfiar que talvez eu já tivesse passado pelos Campos Elíseos e que talvez provavelmente os famosos Champs Elysées fossem nada mais nada menos que uma avenida gigantesca com todo o tipo de bares, discotecas, cinemas, shoppings, concessionárias (Peugeot, claro), e Hard Rock Café. Fiz uma nota mental: “nunca comentar isto com ninguém” e prossegui. oops.

Decidido a encontrar a Torre Eiffel sozinho sem olhar em mapas, comecei a andar na direção dela. Seguindo o rio Seine, sempre de olho na torre (ainda pequena), comecei a perceber algo interessante. A torre parecia estar DO OUTRO LADO do rio.

Atravessei uma das pontes e vi no fundo da avenida um jardim gigantesco. Utilizando toda a minha cultura francesa e meu mapa biológico, pensei “deve ser o Louvre! Ou então o Pompidou! Ou então notre Damme!”. E fui lá. Atravessando o jardim colossal cheguei a um portão, que guardava uma construção maior ainda.
Comecei a procurar placas ou indicações do que seria aquilo, e não achei. Tinha um guardinha noturno na guarita. Chamei e perguntei, arriscando no francês:

“What is this place?”
E ele me explicou que era um hospital para veteranos de guerra que hoje, graças ao Google Earth, sei que se chama “L´Hotel des Invalides” (tuuuuudo a ver com o Louvre…).

Agradeci e perguntei por onde tinha que continuar para chegar à torre. Ele tentou me explicar, mas eu só entendi mesmo a direção que o dedo dele tava apontando e portanto foi essa toda a ajuda que eu tive.

Comecei a entrar por umas avenidas e às vezes perdia a torre de vista atrás dos prédios. Fui fazendo corta mato até que finalmente dei de cara com a Torre Eiffel, imponente e majestosa. Andei ali babando em volta dela durante uma meia hora, tirando fotos e realizando um dos meus sonhos de infância, que era justamente conhecer essa velha armação de ferro, feia que dói, mas linda de morrer.

Aí decidi voltar para a Campos Elíseos, onde eu tinha visto umas padocas convidativas onde eu poderia finalmente experimentar os pães franceses, com seus queijos exóticos.
E foi quando me deparei com um problema. Chegar na Torre tudo bem, que dava pra ver de longe… e voltar pro Arco? Como fica? Eu não podia fazer o mesmo caminho de volta, porque eu sabia que tinha prolongado o percurso demasiadamente com a Avenida, e portanto decidi seguir a minha bússola interior (eu não aprendo).

Quinze minutos mais tarde, eu estava mais perdido que cego em tiroteio. Comecei a andar por ali, tentando encontrar qualquer coisa que me ajudasse, mas não achava nem mapas e nem pessoas (de madrugada o povo não gosta de andar pelas ruas, aparentemente).

Até que achei um taxista. Perguntei “how can I go to the Arc De Triomphe?”
Não entendeu patavina do que eu falei.
Aí inspirei fundo, invoquei os espíritos de todos os franceses póstumos, puxei do fundo do meu crânio algumas aulas de francês que tive na 5ª e 6ª, e mandei.
“Pour la Tour Eiffel, s´il vous plaît. À pied. Pardonnez, je ne parle pas très bien le français” - pensando que dizia “demorou pra você aprender inglês, taxista safado”.

Mais uma vez, as palavras que saíram da boca dele não me ajudaram muito, mas felizmente Deus inventou a expressão corporal e o dedo dele apontando pra uma rua me localizaram.
Agradeci e segui caminho até chegar numa rotatória grande. De longe até pensei que era o Arco do Triunfo, mas aí vi que faltava um arco lá no meio.

A partir dali já conseguia ver o Arco ao longe e cheguei lá sem problemas, morto de fome e de sede.
E então aprendi outra coisa muito importante sobre a linda cidade de Paris:

Os bares fecham à meia noite. Ou eu pagava 30 euros e entrava numa discoteca pra beber uma água ou eu esperava até 6:30 da matina para comer no avião. Não é óbvio o que eu fiz? Dei meia volta e fui pro ponto do busão, onde esperei mais 2 horinhas até ele chegar, e depois mais 40 minutos até o aeroporto, e depois mais 1 hora até estarmos voando e começarem a servir comida.

Cliquem na imagem abaixo para ver o mapa do meu trajeto com as devidas explicações.

Paris Tour

Ou então pegue aqui o arquivo KMZ para ver o roteiro no Google Earth:

Passeio em Paris (Google Earth)

Surpresas e viagens

April 15, 2008 By: Mytho Category: Rotina 21 Comments →

No próximo dia 01/Maio será celebrado um ano de roça matrimônio deste que vos escreve.
Decidimos amarrar o bode em um feriado internacional, para que pudéssemos ter sempre um tempinho só nosso para comemorar.

Como neste ano o dia cairá numa quinta feira, já mandei o mais-que-esperado e-mail pro patrão avisando que na sexta feira seguinte utilizarei o sistema “nameview”, a.k.a “nem-me-viu” (esse eu tive que explicar, era puxadinho…).

Era suposto eu fazer uma surpresa à pequenina e levá-la a algum lado no feriado prolongado. Era.
Outro dia ela vira pra mim:

“Mytho, já reservei um lugarzinho pra gente passar o feriado prolongado. Vamos pro Algarve. Tem piscina e praia perto.”

Patroa, aí quebra minhas pernas! Como é suposto um cidadão preparar surpresas para uma “preparadora de surpresas”?

De qualquer forma, este blog entrará em regime minimalista do dia 30/04 até 04/05.

Estarei no Brasil em Agosto. Visto que a primeira semana passarei em SP, aceitam-se sugestões do que fazer por aí na segunda semana. Nordeste? Rio? Sta. Catarina? Amazônia não, que a mulé tem pele fraca pra mosquito.

Viajando pela Europa

January 21, 2008 By: Mytho Category: Utilidades 4 Comments →

Já foi a Viena? Eu já. E até tirei essa foto.

Stephansplatz

Tenho vontade de voltar, obviamente. Embora todo o conceito de Viena seja voltado para os museus e catedrais, acho que há muito a ser visto e aproveitado por lá.

Viena é na Áustria. Não, não é o país dos cangurus (não canso de dizer isso). Viena é o outro, da valsa Danúbio Azul… aquela que faz assim:

la la la la la! la la! la la! la la la la la! la la! la la!

Tendeu?

Então… eu confesso que só ia para o quarto do hotel para dormir, e o resto do tempo era dando um rolezinho pela cidade mesmo, procurando coisas pra fazer, lugares pra visitar e, obviamente, comida. Muita comida.

Viena é o palácio de Schonbrunn, Hofburg e Heldenplatz. Viena são praças e pessoas sorridentes que só falam alemão e não têm a menor noção do que você está tentando te dizer, e ainda assim conseguem te ajudar. Viena é metrô sem catraca (eles confiam que você paga) e caixas no meio da rua com os jornais do dia, onde você pega o jornal e só depois coloca a moeda na máquina (eles confiam que você paga).
Se for a Viena, pode descobrir isso e muito mais. Se quiser saber com mais detalhes de tudo o que há para fazer por lá, clique clique!

Como nem só de visitas vive o homem, deixo aqui também o link para os hotéis mais baratos de Viena. Diárias por 39, 50 euros. Coi de loco!
Infelizmente quando eu fui não conhecia este site e acabei ficando num hotel Ibis, que me cobrou mais de 100 euros por dia. Abusivo.

Wien Hotels

Já foi a Munique? Eu já. E as fotos que comprovam estão em outro PC. Estive lá em 2 ocasiões e posso dizer que adorei as visitas. Para mim o Museu da Aviação é um lugar especial, se levarmos em consideração meu passado e suas fortes ligações aos aviões. O Olympiapark e a sua torre também são lugares muito importantes e não se vai a Munique sem a visita a esses locais.
Munique é Marienplatz, Rathaus-Glokenspiel, Olympic village, salsicha alemã, Oktoberfest, e muito mais.

O que fazer em Munique?

Assim como dito anteriormente, é preciso dormir em Munique (ou pelo menos ter uma cama reservada, caso se conheça uma alemã carente ;) )
A partir de 40 euros isso é possível em hotels in muenchen

E já que estamos falando em Alemanha, veja também:

- O que fazer em Berlim
- Onde dormir em Berlim (hotels in berlim)
- 10 coisas para se fazer na Alemanha
- Onde dormir em Leipzig, Lubeck, e nos alpes da Bavária (hotels in deutschland)

Seja um Maori sem secar sua conta bancária

December 10, 2007 By: Mytho Category: Cronica, Utilidades No Comments →

Quem não se lembra deste post? Pois é.

Titio Mytho conseguiu desenterrar para vocês, sortudos, uma ótima fonte de lugares para se dormir em Londres a preço de banana (14 libras por noite, por exemplo)!

Hoje venho com uma outra idéia que pode (e deve) ser levada em consideração para quem tem um pouquinho mais de grana pra torrar em passagens aéreas: Nova Zelândia!

Pertinho da Austrália (sim, o país dos cangurus, não o da valsa…), a Nova Zelândia é a terra natal dos Maoris.

“E daí, Mytho? Que diabos é um Maori?”

Ah não. Pegou pesado! Galera, Maori!! Maori!!! Quem não se lembra da famosa dança Maori, a Haka? Não lembra? Então olha só o que a seleção de rugby da Nova Zelândia faz antes de todos os jogos, na hora do hino:

Gostou? Tem mais :)

Haka é uma dança tradicional da tribo Maori, que a executavam sempre antes de ir para a guerra.

São enfatizados os movimentos de “cortar o pescoço”, colocar a língua de fora, fazer expressões com os olhos, boca, e corpo.
Até mesmo as criaturas mais meigas podem se tornar assustadoras quando fazem o Haka.

Tudo bem, você já tá com vontade de ir pra lá… foi dar uma olhada na carteira e reparou que até rola a grana da passagem, mas… e estadia? Tem que ter teto em cima da cabeça, não tem? Tem.

Se você entrar neste momento no site Auckland Hotels, vai ver que consegue dormir num hotel por preços que rondam as 50 doletas por noite (aqui).

cinquentinha por noite
Cinquentinha por noite…

Pode comparar com os preços habituais, eu agarantio!

Agora, se a sua praia for mais pros lados de Wellington, em Wellington Hotels você encontra hotéis de 3 estrelas a partir dos 60 dólares (aqui).

60 doletas
Três estrelas por 60 verdinhas.

Em Christchurch Hotels você encontra hotéis na região de Christchurch por preços a partir de 50 dólares (aqui).

50 dólares
50 dólares por noite

O segredo é estarem atentos aos hotéis listados como “LAST MINUTE”, em amarelo. Esses terão sempre os melhores preços. Pode ir lá e conferir.
New Zealand Hotels é, sem dúvida, um site a ter em consideração para quem vai para a Nova Zelândia a trabalho ou a turismo.

Paraíso

Seu negócio pode ser neve, montanha, lago, esportes radicais, pesca, ou simplesmente descobrir novas culturas. Tem lá.
Para fazer seu roteiro e pesquisar o que tem de bom pra fazer lá, não deixe de visitar o site oficial de turismo da Nova Zelândia.

E boa viagem ;)

NOTA: Os serviços que eu utilizo para posts patrocinados permitem que eu fale bem ou mal do anunciante, e portanto se eu estou elogiando é porque realmente apreciei e eu mesmo utilizaria. Já fiz aqui posts patrocinados descendo a lenha no anunciante justamente por não concordar com o produto. Duvida? Ó só.




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